Virologista da Famerp diz que vacina é segura e apresenta dados do estudo

Foto: Guilherme Batista

O virologista e pesquisador da Famerp, Maurício Nogueira, comentou em coletiva nesta terça-feira (12) sobre os resultados do estudo da Coronovac realizados em Rio Preto. A pesquisa teve início no mês de agosto e contou com a participação de cerca de 600 voluntários, todos profissionais da saúde. A faculdade foi um dos centros selecionados pelo Instituto Butantan para participar do estudo da Coronavac.

“A primeira resposta que nós temos neste momento é a de que temos uma vacina extremamente segura, cujo nenhum evento advento grave ou internação ocorreu pelo uso da vacina”, afirmou Nogueira.

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Segundo o virologista, 0,3% dos vacinados e 0,2% dos voluntários que receberam placebo tiveram eventos alérgicos. Os efeitos adversos mais frequentes registrados foram dor no local da vacina (40% dos voluntários), dor de cabeça (24%) e mal-estar e fadiga (10%). “Esses efeitos colaterais foram muito mais presentes na primeira do que na segunda dose. Nós temos um perfil de segurança absolutamente eficiente que nos dá segurança para seguir com a utilização da vacina”, comentou o virologista.

Ele também falou sobre a eficácia da vacina constada durante a pesquisa. De acordo com o médico, foi observada uma proteção de 100% para grau 4 e 5, que são os mais graves e necessitam de assistência hospitalar, A vacina protegeu também 77,9% dos voluntários para grau 3, que são pessoas que tiveram febre e precisaram de acompanhamento médico. Por fim, protegeu em 50,4% para quem teve grau 2, que são sintomas mais leves.

“Isso é um resultado excepcional pela situação que estamos vivendo. Hoje temos quatro UBSs atendendo casos respiratórios. Com a vacina, só precisaríamos de uma unidade. Isso traz um impacto econômico, social e pessoal importante na população de Rio Preto”, afirmou.

Nogueira ainda ressaltou que a chegada da vacina não necessariamente acabará com a pandemia neste primeiro semestre. “A saída para a pandemia é utilizar o que essa vacina tem de melhor: ela previne internações. Se não for necessário internar, nós conseguimos conviver com a Covid-19, assim como a gripe. Mas para isso nós precisamos vacinar todos do grupo de risco e profissionais da saúde, só que isso vai demorar vários meses, pois não se faz isso de uma hora para outra. Há luz no fim do túnel, mas ainda temos uma longa caminhada até lá”, concluiu o virologista.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior