Vereador Anderson Branco posta nota de esclarecimento e retratação nas redes sociais

O vereador Anderson Branco postou, na noite desta quarta-feira (21), uma nota de esclarecimento e retratação referente ao post feito em suas redes sociais recebido como homofobia pela sociedade civil e entidades.

Na nota, o vereador começa dizendo que é presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos e que a postagem foi calcada em sua religiosidade e dogmas espirituais. “Reflete única e exclusivamente aquilo que professo e pratico no âmbito de minha entidade familiar, sem adentrar no mérito de composição de núcleos familiares que compõem a vida em sociedade, tão rica, dinâmica e legitimada no desenho constitucional atual”, explica.

Dhoje Interior

Branco frisa que as postagens em suas redes sociais são de cunho religioso e que não o faz na condição de parlamentar, mas sim, de praticante de sua fé nos exatos limites da compatibilidade constitucional entre a repressão penal, a homotransfobia e a intangibilidade do pleno exercício da liberdade religiosa.

“Em nenhum momento tive o intuito ou incitei a discriminação, estimulei hostilidade ou provoquei a violência física ou moral contra qualquer pessoa em razão de sua orientação sexual ou de sua identidade de gênero. A minha manifestação externa as convicções religiosas quem vigem no seio da minha família e não tem o intuito de impor qualquer modelo familiar como ideal ou único a núcleos que não seja o meu”.

Além disso, Branco relatou o voto proferido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal à liberdade religiosa, no esteio da preservação do pluralismo político constitucionalmente assegurado, que resguarda o posicionamento de todos, sejam agentes políticos ou não, de modo a “garantir não apenas o direito daqueles que pensam como nós, mas, igualmente, proteger o direito dos que ideias que causem discordância ou que provoquem, até mesmo, o repúdio por parte da maioria existente em uma dada coletividade”, parafraseia a justificativa do voto do Ministro.

Em relação à postagem, o vereador explica que não quis fazer qualquer alusão sobre raça, cor ou orientação sexual, mas sim, sobre a proteção da família e das crianças em detrimento do mal. “Não há qualquer conotação das cores com a mensagem que gostaria de passar, pois a imagem foi aproveitada de uma publicação feita por terceiros na rede social”.

A retratação pela interpretação dúbia, segundo Branco, foi externada através da nota, onde pede sinceras desculpas a toda comunidade LGBTQIA+. “Levarei comigo este acontecimento como experiência e oportunidade de reflexão para que circunstâncias dessa natureza não se repitam no futuro”.

O pedido de desculpas também foi feito à comunidade Negra, onde o vereador esclarece que em nenhum momento teve o intuito de retratar, inferir ou associar a população negra com qualquer conotação negativa decorrente de sua prática religiosa. “Meu gabinete foi, é e sempre será aberto para atender às demandas de qualquer pessoa que dele necessite, independentemente de sua raça ou etnia, pois essa é a minha função enquanto parlamentar e enquanto servo temente a Deus. Acolher e servir, especialmente àqueles que, independentemente de questões ou condições pessoais, se encontrem em situação de vulnerabilidade social”.

Por fim, Branco reforça sua luta em defesa da família, da mulher e das crianças. “Bandeiras estas que guiam a minha vida desde muito antes de exercer a função de parlamentar e que me guiarão pelo resto dos meus dias”.

Por Andressa ZAFALON