Ultrassonografia permite diagnóstico em caso de ingestão de objetos por animais de estimação

Quem é dono de cachorro ou gato sabe que a ingestão de objetos estranhos por partes dos animais não é algo incomum, porém exige agilidade e precisão nos primeiros socorros para evitar complicações graves.

Depende do tipo e tamanho do objeto, tamanho do animal e de onde o objeto para, os animais podem ter: asfixia, obstrução do trato digestivo (desde o esôfago até o intestino), ruptura dos órgãos, gastrite crônica, etc. É uma situação preocupante, pois pode comprometer o funcionamento dos órgãos e trazer diversos riscos à sua saúde, podendo levar até mesmo, à morte.

Nesses casos, é imprescindível levar o animal ao médico veterinário para que seja realizada uma consulta e, posteriormente, uma avaliação ultrassonográfica ou radiológica complementar.

Segundo a veterinária da Aquino Vet em Rio Preto, Natália Aquino, o exame de imagem revela com nitidez a posição do objeto ingerido e se está prejudicando a saúde do animal. “A ultrassonografia permite um diagnóstico rápido, preciso, gravidade do quadro e qual o procedimento a ser feito. Assim, é importante que o exame seja feito o quanto antes, uma vez que pode salvar a vida do pet”, afirmou.

A veterinária ainda explicou que o exame de ultrassom deve ser realizado dentro do check up preventivo do bichinho e também quando o pet demonstrar alguns sintomas como: dor abdominal, emagrecimento progressivo, alteração urinária vômito e diarreia.

Além disso, é imprescindível no acompanhamento gestacional com exames que confirmam a gestação e acompanham a viabilidade e idade fetal, dias para o parto e organogênese.

“Hoje os exames de ultrassonografia são uma das principais solicitações da medicina veterinária. Afinal, por meio das informações ultrassonográficas é possível adquirir imagens de qualidade em tempo real que contribuem para um diagnóstico precoce e preciso. E quando o diagnóstico é precoce, as chances de recuperação são bem maiores”, finalizou Natália.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior