Última audiência é marcada por críticas a prorrogação do transporte coletivo

Usuários e população em geral participaram da última audiência pública sobre o transporte coletivo

A Câmara de Rio Preto realizou nesta segunda-feira, 25, a quarta e última audiência pública para debater o projeto de lei do prefeito Edinho Araújo (MDB) que autoriza prorrogar o contrato de concessão do serviço de transporte coletivo urbano com o consórcio Riopretrans.

Munícipes, motoristas de ônibus, representantes de bairros, entidades e associações ocuparam as galerias para a audiência, que mais uma vez contou com a presença do secretário municipal de Trânsito, Amaury Hernandes. O presidente da Câmara, vereador Pedro Roberto Gomes (Patriota) comandou o evento.

Dhoje Interior

A população teve a oportunidade de fazer questionamentos ao secretário e apontar falhas no serviço oferecido pelas empresas de transporte urbano. Entre as reclamações estavam o trajeto de algumas linhas e superlotação durante a pandemia. Representantes do Conselho do Idoso e da Associação Regional dos Aposentados e Pensionistas solicitaram a gratuidade para pessoas com mais de 60 anos e mais cuidado com os idosos durante os trajetos.

O foco dos questionamentos, no entanto, foi em relação à renovação do contrato com a Riopretrans sem a realização de licitação. O projeto de lei do Poder Executivo que permite a prorrogação por mais 10 anos já foi aprovado na legalidade.

O secretário de Trânsito aponta dificuldades econômicas geradas pela pandemia como principal fator para a ausência de licitação. Voltou a citar licitações desertadas e fracassadas em outras cidades e queda do número de passageiros desde o início do contrato, com diminuição drástica durante a pandemia.

O diretor do Procon em Rio Preto, Jean Dornelas, fez uso da palavra e defendeu que, sem a renovação do contrato, Rio Preto poderia ficar sem transporte público. Reforçou que o órgão é um elo com os usuários e está aberto para receber reclamações sobre os serviços de transporte.

Respondendo às reclamações dos usuários, Amaury Hernandes comentou que não existe município em que não haja lotação no transporte em horários de pico e que disponibilizar mais ônibus significaria aumento de custos e reajuste de tarifa ainda maior para os usuários. Também apontou que licitação “não é garantia de mais qualidade nos serviços” e negou que os ônibus sejam locais importantes de disseminação do coronavírus.

Ao final da audiência, o vereador Pedro Roberto fez um balanço positivo das audiências públicas realizadas pela Câmara nas últimas semanas. “Precisamos ouvir a população, suas sugestões e reclamações. Esse é o nosso papel como legislador, precisamos saber o que os munícipes pensam e como podemos atuar no sentido de melhorar a vida de todos e cobrar as medidas necessárias ao Poder Executivo”, declarou.

Da Redação