Terceirizada alega quebra de contrato para justificar escala de trabalho

A CPI das Terceirizadas ouviu nesta terça-feira, 21, o proprietário da empresa Barsotti, Leandro Barsotti e seu representante, Altair Cardoso dos Santos, para esclarecer denúncias de supostas irregularidades na prestação de serviços à Prefeitura de Rio Preto.

A empresa conta com cerca de 182 funcionários que atuam em várias secretarias municipais, como Educação e Saúde. Denúncia de um ex-funcionário revelou que a empresa estaria alternando a escala de trabalho com carga de 12 por 36 horas (previsto em contrato) para trabalho diário, por seis horas, de segunda à sábado.

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Questionado pelo presidente da CPI, vereador João Paulo Rillo (Psol), sobre a denúncia, o dono da empresa argumentou que a mudança de escala foi adotada em casos específicos após apontamentos feitos pela própria Prefeitura de Rio Preto. Segundo o proprietário, os trabalhadores não poderiam fazer as refeições no local de trabalho, e a empresa ficaria obrigada a repor quantos funcionários fossem necessários para ocupar o período de ausência.

“Se estava na escola, tinha direito a uma hora, ele abria uma marmita e no posto de serviço fazia a refeição. Após denúncia de um funcionário a prefeitura notificou a empresa alegando que a pessoa deveria fazer essa hora fora do posto, ou seja, a empresa tem que colocar outro funcionário no posto pra cumprir esta hora. Isso encarece e não estava previsto em contrato”, justifica.

Foi formalizada uma denúncia à Prefeitura de Rio Preto já que esta alteração não consta na planilha de custos apresentada no processo licitatório vencida pela empresa. O dono alega que a mudança gera custos adicionais.

“Como você vai cobrir o horário de janta nas extremidades da cidade. O contrato sairia o dobro do preço que é hoje. Ele se torna inviável”, afirma Leandro.

Após o depoimento o presidente da CPI determinou a convocação do assessor da Secretaria de Administração da Prefeitura de Rio Preto, José Fábio Gazola, da gestora do contrato entre a empresa e o município, além da pregoeira do processo licitatório, Eloisa Sestini. Os depoimentos estão previstos para ocorrer nesta quinta-feira, 23.

A CPI das Terceirizadas vem analisando o cumprimento dos contratos firmados entre a Prefeitura e empresas que prestam serviços em vários áreas do município. Durante alguns depoimentos colhidos ficou comprovado a falta e atraso de pagamento, não recolhimento de encargos trabalhistas (férias, 13 salários, FGTS).

Raphael Ferrari – Jornal Dhoje Interior