Técnica de enfermagem denuncia estupro dentro de hospital

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) irá investigar a denúncia de estupro de uma técnica de enfermagem, de 24 anos, que teria ocorrido dentro de um hospital particular, no bairro Redentora, em Rio Preto. O acusado é um colega de trabalho, auxiliar de enfermagem, de 39 anos.

A Polícia Militar foi chamada, na noite desta sexta-feira (7) pela chefe da vítima, uma enfermeira, de 44 anos. Ela é funcionária terceirizada que presta serviço de enfermagem ao hospital. Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram à Polícia Civil que encontrataram a técnica de enfermagem abalada e traumatizada.

Dhoje Interior

De acordo com o boletim de ocorrência, quando a polícia chegou ao hospital, a vítima estava trancada em um banheiro de um dos apartamentos da unidade de saúde. Após muita insistência e ela ter certeza que quem estava na porta era a polícia, a vítima abriu a porta do banheiro. Ela contou que estava no apartamento usando o aparelho celular quando o auxiliar de enfermagem entrou. A vítima finalizou a ligação, mas sem que ele percebesse, ligou para a superior imediata dela e deixou o telefone ligado.

A vítima narrou à polícia que pediu que o homem não se aproximasse que se saísse do quarto. O agressor a ignorou e foi em sua direção, ordenando que ela ficasse quieta. A vítima, na tentativa de escapar dele, se sentou em uma poltrona, momento em que ele conseguiu se posicionar entre as pernas dela. O homem segurou os braços dela e, então, percebeu que o telefone, em uma de suas mãos, estava com uma ligação em andamento. Neste momento, ele a soltou e antes de sair do quarto disse: “Veja bem o que você vai fazer”.

A técnica de enfermagem afirmou à polícia que na última quarta-feira (5) foi estuprada pelo colega de trabalho no banheiro do mesmo quarto. Por medo e vergonha, ela não havia contado a ninguém.

A PM localizou o suspeito e ao ser questionado sobre a agressão, ele não quis falar. Todos foram levados à Central de Flagrantes. O delegado de plantão, Jonathan Marcondes Stopa, após ouvir os envolvidos decidiu liberar o auxiliar de enfermagem. No registro policial ele consta que não houve flagrante porque o estupro teria ocorrido no dia 5. “Durante os depoimentos me pareceu que poderia ter ocorrido uma nova tentativa de estupro, porém após atenta oitiva à narrativa da vítima, me pareceu que houve um mero questionamento por parte do investigado, e não cometimento de um novo crime. Afastando, assim, sua prisão em flagrante delito”.

A mulher foi encaminhada ao Hospital da Criança e Maternidade (HCM), para a realização de exame pericial e atendimento protocolares à vítimas de crimes sexuais

A vítima e a testemunha foram orientadas a apresentar, em mídia, as conversas de WhatsApp, fotografias e áudios, que possam auxiliar no esclarecimento do caso, à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Também orientou que comunicassem o hospital para que preservasse as imagens do circuito interno de segurança que mostram o corredor do quarto em que ocorreram os fatos.

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior