Sob protestos, moção de repúdio contra Branco é rejeitada pela Câmara

Durante a 27ª sessão ordinária desta terça-feira (27) foi votada uma moção de repúdio, de autoria do vereador Renato Pupo, contra o vereador Anderson Branco, sobre a postagem de Branco no dia 20 de julho.

A postagem foi alvo de críticas da sociedade civil e entidades, que representaram contra o vereador no Conselho de Ética da Câmara, na Polícia Civil e no Ministério Público, sob a alegação de que a mesma caracteriza os crimes de preconceito e homofobia. A moção de repúdio foi rejeitada pelos vereadores Jorge Menezes, Odélio Chaves, Anderson Branco, Jean Charles e Rossini Diniz. Foram a favor Elso Drigo, Cláudia de Giuli e o autor Renato Pupo.

Dhoje Interior

Os vereadores Paulo Paulera, Cabo Júlio Donizete, Bruno Moura, Celso Peixão e Bruno Marinho se abstiveram da votação por fazerem parte do Conselho de Ética e estarem com a denúncia contra Branco, aguardando decisão do jurídico da Câmara para saber se irão proceder com as investigações ou não.

Estavam ausentes na sessão os vereadores Francisco Junior, Robson Ricci e Karina Caroline. O Presidente da Casa, vereador Pedro Roberto, não vota.

Na moção, Pupo argumenta que “uma postagem como essa, vinda de um representante do povo, impede o combate à homofobia e transfobia, ameaçando a liberdade de pessoas que convivem diariamente com esse tipo de violência”.

O vereador Anderson Branco ainda tentou anular a votação da moção, alegando que não pode ser repudiado por algo que postou como cidadão e não parlamentar, no entanto, o Presidente Pedro Roberto, junto com o corpo jurídico, decidiu que a moção poderia ir à votação.

A comunidade LGBTQIA+ estava presente na galeria do plenário e protestou com o anúncio da rejeição da moção de repúdio.

Por Andressa ZAFALON