Sistema hospitalar em Rio Preto está preparado para a Varíola do Macaco

A transmissão não é pelo ar, como a Covid, mas por contato ou por relações sexuais

 

A coordenadora da Vigilância em Saúde da secretaria municipal, Andreia Negri, disse que a estrutura de hospitalar em Rio Preto está preparada para um possível surto da Varíola do Macaco. Caso aconteça, mesmo com a pandemia de Covid, não será necessário um esquema especial porque não é uma doença transmitida pelo ar.

“Tivemos Covid e dengue ao mesmo tempo e o sistema suportou”, diz. Os casos de dengue são bem mais numerosos e a transmissão mais fácil e intensa.

Ela explica que é uma doença transmitida pelo contato e sexualmente. Por isso, a prevenção é o uso de preservativo. E não é 100% seguro porque há transmissão pelo contato.

Existem no mundo duas variantes da doença. Uma mais agressiva e outra, branda. O vírus que está circulando fora da África, em todos os países, é o mais brando. Além das relações pessoais, ela pode ser transmitida por superfícies e está, por isso, pode alcançar todos os grupos, incluindo crianças.

Negri explica que não existe um tratamento para a causa da doença, apenas para os sintomas. Trata-se como uma infecção. E assim por diante. Outra boa notícia é a baixa letalidade.

A coordenadora diz que no Brasil tem mil casos e apenas um óbito. E as pessoas mais suscetíveis a óbito são as mais frágeis ou com comorbidades. No mundo, a letalidade varia entre 1% e 2%.

Em caso de hospitalização, o tratamento é feito em UTI. Via de regra é, no entanto, quem recebe o diagnóstico positivo, fica 21 dias em quarentena. Ou até que todas as feridas e pústulas sequem, virem casca e caiam. A partir daí não há mais transmissão. Os dois casos registrados em Rio Preto são leves e as pessoas estão em quarentena e acompanhadas por equipe médica.

Um dos cuidados de quem apresenta as pústulas é a higiene. Sem ela, o portador contamina superfícies e transmite a doença. Ela pode ser confundida com varicela. Algumas pessoas, não diferem as pústulas das espinhas. Por isso, em caso de algum sinal ou suspeita, é necessário procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Um médico de emergências. Principalmente se o suspeito se relacionar com algum portador.

Da REPORTAGEM.