Semae monitora represas e vazamentos para equilibrar racionamento

A estiagem tem provocado dificuldades para o abastecimento de água de São José do Rio Preto. Na Represa Municipal, o lago 1 está com 3,5 cm abaixo do vertedouro e no lago 3 1,5 cm. Com isso, o racionamento que já dura desde o dia 12 de maio segue sem previsão para ter fim.

Para minimizar o desperdício de água, conter os vazamentos é uma prioridade. Segundo o Semae, as perdas de água chegam a 20,34% em Rio Preto. O número, apesar de chamar a atenção, é baixo quando comparado com a média nacional. De acordo com o Instituto Trata Brasil, as perdas por vazamento em território nacional chegam a 39%. Em São Paulo, a média é de 35%.

Dhoje Interior

“Rio Preto é destaque no Brasil no combate às perdas de água. Nossa cidade tem a 9ª menor perda do país, segundo o Instituto Trata Brasil. As perdas da água produzida pelo Semae são da ordem de 20,34%. O Semae tem um Programa Permanente de Redução de Perdas. A cidade já está adequada às metas de excelência estabelecidas para 2034, de 25% em perdas na distribuição e de 216 L/ligação/dia”, afirmou Fábio Furlan, gerente de Operação e Manutenção de Água do Semae.

A população pode comunicar casos de vazamento de água pelo telefone 0800 770 6666 ou pelo WhatsApp (17) 99638-8593. Nesta quinta-feira (23), moradores entraram em contato com o DHoje afirmando que há um vazamento na Rua Afonso Guimarães Júnior há quase três dias. Questionado sobre o vazamento, o Semae informou que realizou o serviço de manutenção durante a tarde desta quinta-feira e que ele deve ser concluído até essa sexta.

Sobre o fim do racionamento que atinge atualmente cerca de 100 mil rio-pretenses, ainda não previsão para terminar. A orientação é para que a população continue economizando água.

“Rio Preto está praticamente há 180 dias sem chuvas. O momento é de cautela. A população tem colaborado, mas não podemos descuidar. A palavra de ordem é: economizar água. Não existe previsão para fim o do racionamento. Dependemos de uma boa quantidade de chuva. Caso isso não aconteça nos próximos dias, a probabilidade para o fim do racionamento deverá ocorrer com a volta do período de chuvas, que geralmente acontece em outubro/novembro. Até o momento, não há previsão de expansão do racionamento para outros bairros”, afirmou Jaqueline Reis, gerente de Obras e Planejamento do Semae.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior