Secretária defende novo modelo de coleta de lixo iniciado em abril

A secretária do Meio Ambiente, Kátia Penteado, disse em reunião de trabalho na Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara que a pasta, a empresa, os coletores e a população estão se adequando ao novo formato de coleta definido no contrato iniciado dia 1º de abril.

A coleta diária ficou restrita a 3 regiões da cidade e a locais onde os prédios são antigos e não há espaço para o armazenamento do lixo por mais de um dia. A alteração é uma determinação do novo contrato que entrou em este mês.

Dhoje Interior

Kátia Penteado foi convidada a explicar aos vereadores os problemas após reclamações recebidas a partir do dia 15 de abril, feriado da sexta-feira da paixão, quando o lixo teria acumulado entre a quarta-feira (14) e a segunda-feira (19) em alguns bairros.

A secretária explicou que os problemas se deram porque, na sexta-feira da paixão, mais de 20 coletores não compareceram ao trabalho nem durante o dia nem durante à noite. Entre 7 e 8 caminhões não saíram e o lixo se acumulou em vários bairros durante 4 dias consecutivos.

Ela afirmou que a empresa foi notificada a explicar e a resolver o problema. Alguns vereadores disseram que a empresa sabe quais são os feriados que os funcionários costumam faltar e devia ter se programado para o problema.

Disse também que funcionários estavam acostumados a um trajeto diário que foi totalmente modificado. “Todos precisamos nos adaptar, diz.”

Responsabilidade compartilhada

Kátia disse que o novo contrato atende a uma Lei Federal e outra Lei Municipal. As duas dizem que a coleta de lixo deve ser compartilhada por quem gera e por quem tem a obrigação de coletar.

As Leis indicam que a população precisa ser reeducada sobre os problemas que o lixo causa e como ele deve ser gerido pela comunidade para a manutenção da qualidade de vida de todos os envolvidos.

A maior parte dos vereadores presentes concorda que, embora a população não deve ser responsabilizada pelos problemas pontuais pela ausência de coleta, é necessário que haja um programa de educação ambiental. Ele deve ser implantado pelo governo, para que haja mudança de comportamento.

O novo contrato

O novo contrato de lixo altera a coleta em grande parte da cidade. Regiões que tinham a coleta diária passaram a ter três vezes por semana. Em parte dos bairros a coleta, agora, é feita à noite e a outra parte, durante o dia.

Apenas as regiões central, do HB e do Plaza Shopping foi mantida a coleta diária devido à população flutuante que gera grande quantidade de lixo. As exceções são e grandes condomínios verticais que não tem previsão de engenharia para a guarda dos resíduos.

Hoje, o novo contrato segue a divisão da cidade em 10 regiões nascidas na nova Lei de Zoneamento, que compõe o novo Plano Diretor.

As outras 7 regiões passaram a ter coletas em dias alternados. Às segundas, quintas e sábados e outra parte às terças, quintas e sábados. Parte das regiões tem coleta noturna e parte, diurna.

Até a mudança, outras regiões tinham coleta diária. A secretária disse que o lixo é coletado da mesma forma. As pessoas só precisam se acostumar à nova forma.

Kátia disse que a entrada em vigor do novo contrato foi precedida de intensa publicidade casa a casa realizada com panfletos entregues pelos coletores, por entrevistas em rádios, jornais e TVs. Incluindo publicidade paga.

Ainda assim, os vereadores insistiram que uma mudança tão profunda devia ter sido precedida de publicidade paga em veículos de massa, como TVs. A secretária concordou. A responsabilidade pela publicidade oficial é da secretaria de Comunicação.

Os vereadores da Comissão e a secretária decidiram que devem se reunir novamente para discutir detalhes técnicos do novo contrato. Ela disse que essa questão não foi alterada. A empresa continua recebendo por tonelada recolhida e pela quilometragem da varrição das ruas pactuadas.

Ela disse que a alteração é necessária para otimizar o serviço. Ao realizar a coleta em dias e horários alternados, a empresa tem, a cada turno, mais caminhões e pessoal disponível para a coleta bairro a bairro.

Ela utilizou um mapa de 2007 quando a população de Rio Preto era em torno de 350 mil pessoas e hoje, com mais de 460 mil habitantes. Com o crescimento da mancha urbana onde a coleta tem que ser feita, é necessário um esquema que acelere a coleta e perturbe menos as pessoas com barulho, por exemplo.

Informou ainda que 100% da cidade tem a coleta realizada, inclusive nos bairros irregulares, como chácaras. Onde não é possível a entrada de caminhões, a empresa disponibiliza contêineres para que a população deposite do lixo.

Da REPORTAGEM