Secretária afirma que convocação de professores concursados é jurídica

A contratação dos professores aprovados em concurso da prefeitura que está suspensa desde março do ano passado foi um dos temas da sabatina da secretária de Educação, Fabiana Zanquetta, na Câmara de Rio Preto na tarde desta terça-feira (19).

Questionada pelo vereador João Paulo Rillo sobre os quase 150 professores que se encontram nesta situação, a chefe da pasta afirmou que o concurso foi aberto porque existia a demanda. “No entanto, a decisão de não chamá-los está baseada no jurídico. Nós precisamos, eu afirmo”, disse.

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A convocação dos professores foi um dos itens que englobam o debate sobre a volta as aulas presenciais em fevereiro. Para Rillo, o município não tem a mínima condição de retornar as aulas presenciais. “Junto com o Conselho Municipal de Educação que se reuniu hoje, de maneira virtual, com mais de 200 professores, estou convicto de que não temos a mínima condição de retornarmos as aulas presenciais”, enfatiza.

De acordo com a Secretária de Educação, Fabiana Zanquetta, a decisão do Conselho Municipal de Educação será ouvida. “Eu sou aberta ao diálogo. Tudo que o Conselho deliberou até hoje, estamos seguindo rigorosamente. Ainda não recebi nenhum documento que diz que eles são contra a volta às aulas, mas, se essa for a decisão, vamos fazer uma reunião e conversar para entrarmos num comum acordo. Talvez seja somente um erro de interpretação”.

Estudo da secretaria indica que mais de 500 professores não poderiam voltar às escolas. “Temos 57 professores acima dos 60 anos e mais 500 que se anti-intitulam com comorbidades. Essa situação será investigada e esses professores ficarão com as aulas remotas”, disse Zanqueta.

Ainda de acordo com a secretária, o modelo híbrido que tanto se fala não é baseado somente em tecnologia. “Se optarmos pelas aulas híbridas, isso envolve não só questões tecnológicas, como games e aulas on-lines, mas também, atividades xerocadas e/ou práticas de vivências, tudo isso para atingirmos o objetivo pedagógico”.

Em relação aos alunos que alegarem comorbidades e pertencerem ao grupo de risco, eles poderão ter 100% das aulas remotas. “Tão logo o calendário escolar se iniciar, no caso, dia 1 de fevereiro, as famílias poderão já informar a escola da situação e um modelo específico será direcionado a eles. Vamos priorizar cada caso, cada aluno e cada família com a sua individualidade”, diz Fabiana Zanquetta.

O cronograma escolar prevê que cada professor dará três horas de aulas presenciais e as duas horas restantes serão destinadas às atividades remotas.

Creches – Sobre as creches, Fabiana explica que ainda não tem data de retorno. “A creche ainda não entrou na pauta porque o contato é maior. Uma vez que implementarmos todos os protocolos no ensino fundamental, vamos pegar as experiências positivas e executar nas creches, mas isso será num segundo momento”, frisa a secretária de educação.

Por Andressa ZAFALON – Redação jornal DHoje Interior