SBH alerta sobre risco de hipertensão na população negra

Nesta sexta-feira (20 de novembro) é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra. Aproveitando a data, Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) alerta para que a população negra tenha cuidado redobrado com hipertensão arterial. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico médico é maior entre mulheres negras (27,4%) e homens negros (22,2%). No Brasil, os estudos epidemiológicos revelam que a população negra tem 1,5 vezes mais prevalência que os brancos.

“A incidência costuma ser maior muito por conta da genética, que é um dos fatores favorecem o surgimento dessa doença”, explicou o cardiologista Thiago Guaiumi, do Austa Hospital. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, outros fatores colocam a população negra como os mais afetados estão a maior prevalência de obesidade e maior sensibilidade dessa parcela da população ao excesso de consumo de sódio.

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A hipertensão arterial também vem aumentando ano a ano entre os brasileiros de forma geral, sendo que já atinge um terço da população acima de 18 anos, segundo o Ministério da Saúde (mais de 70 milhões de pessoas).

“É uma doença que não tem uma causa, mas que tem fatores que favorecem o aparecimento como a genética, obesidade, má alimentação e o sedentarismo. Geralmente ela aparece de forma silenciosa, sem apresentar sintomas. Assim que o paciente é diagnosticado, nós avaliamos o riscos dele ter um infarto ou um AVC”, comentou o cardiologista.

Ele também falou sobre as opções de tratamento. “Em alguns casos é necessário entrar com medicação, mas em outros o paciente precisa mudar o estilo de vida. Nesses casos, eles precisam ter uma alimentação mais saudável e perder peso”, explicou Guaiumi.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior