Macaco não oferece perigo nem transmite a varíola, diz Saúde

Coordenadora da vigilância de saúde de Rio Preto, Andreia Negri. Foto_Reprodução SMCS

A coordenadora da vigilância de saúde Andreia Negri explica os sintomas e quais os tratamentos para a doença

A coordenadora da Vigilância da Saúde, Andreia Negri, pede para que a população não cace ou elimine os macacos que vivem nas matas próximas da cidade ou de rios da região por causa da doença Varíola dos Macacos.

Informa em um vídeo distribuído pela Secretaria de Saúde, a doença se chama Varíola dos Macacos porque o vírus foi identificado em um macaco num laboratório na década de 1960. Por isso, pede que a doença seja chamada de Monkeypox.

Negri reafirma o que disse ao DHoje na edição desta quarta-feira, sobre a doença. Ela é transmitida em contatos íntimos entre pessoas, muitas vezes em relações sexuais, e por contaminação de superfícies.

Uma sugestão é, em caso de suspeita, se dirigir a um serviço médico. Todos, segundo ela, estão preparados para identificar e tratar a doença. Outra regra é não dividir toalhas e nem lençóis com uma pessoa com suspeita ou comprovadamente com a doença.

Adiantou ainda que não existe vacina e nem um tratamento. Em alguns países, estão oferecendo vacinas contra a Varíola tradicional para ver se aumenta a imunidade da população. Mas não há estudo que comprove a eficácia.

Cuidados

O tratamento é sintomático. Dores, febres e infecções que ela provoca. Cada paciente tem um quadro diferente da outra. Um dos cuidados é com a higiene. Caso as pústulas, ou feridas, não fiquem limpas, podem provocar uma infecção e complicar o quadro do paciente.

Os sintomas são o aparecimento de pústulas, pequenas bolas amareladas. Até que elas sequem, virem casca de ferida e caem o paciente transmite a doença.

A pessoa com quadro leve, deve ficar 21 dias em isolamento. Os casos graves, que são raros, são tratados em UTI. São dois vírus. Um brando e outro mais perigoso. Todos os casos fora da África, incluindo no Brasil, são do vírus mais brando.

A letalidade é baixíssima. O Brasil tem, notificado, 1500 casos e apenas um óbito.

Da REPORTAGEM – Com informações da coordenadora da Vigilância da Saúde de Rio Preto, Andreia Negri