Rio Preto registra terceiro caso da Varíola dos Macacos

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O terceiro paciente também é um homem com histórico de viagens à São Paulo, cidade brasileira com o maior número de casos

A secretária de Saúde de Rio Preto registrou o terceiro caso de Monkeypox, popularmente chamada de Varíola dos Macacos, em Rio Preto. O paciente também é um homem. Ele tem 39 anos, é morador de Rio Preto, e começou a ter os sintomas dia 27 de julho. O resultado do exame foi conhecido nesta quinta-feira (4). Ele tem histórico de viagens à São Paulo.

Assim como os dois casos conhecidos, o paciente não precisou de internação e é monitorado pela Vigilância Epidemiológica. Segundo Andreia Negri, coordenadora da Vigilância, são dois vírus que provocam a doença. Um brando e outro agressivo. Negri diz que o vírus circulando fora da África, incluindo o Brasil, é o brando.

Geralmente os casos não exigem internação. Os pacientes são monitorados por 21 dias ou até cessarem os sintomas. O paciente está livre da doença e de transmitir o vírus após todas as pústulas ou feridas secarem e a casca cair. Nesse período, familiares e amigos não devem compartilhar toalhas, lençóis e ficar atento para não espalhar o vírus em superfícies do ambiente onde há convivência com outras pessoas.

O caso que termina em internação, geralmente é por falta de limpeza adequada das feridas. Elas se infeccionam e podem provocar outras doenças e agravar o problema. Não existe um tratamento específico. Por ora, os médicos tratam apenas os sintomas, como do de cabeça, febre, dor intensa e infecções.

Não existe uma vacina específica. Em alguns países, estão aplicando a vacina contra a varíola que o Ocidente conhece. Pode aumentar a resistência, mas não há garantia de que ela serve para a Monkeypox.

A letalidade, que é o número de mortes em relação ao total de casos, é baixíssima. No Brasil já foram notificados mais de 1500 casos e apenas uma pessoa foi a óbito.

Da REPORTAGEM.