Saúde doa peixes como alternativa no combate à dengue em Rio Preto

Foto Mariane Dias

O Guarú, conhecido também como lebiste selvagem ou barrigudinho, come larvas. Com 764 casos confirmados de dengue neste ano, município alia controle biológico ao mecânico e químico

Com 764 casos de dengue confirmados, somente, neste ano, a secretaria de Saúde de Rio Preto busca, constantemente, alternativas e parcerias a fim de evitar a epidemia sofrida no ano passado com 33.153 casos positivos da doença. Além do controle que os agentes realizam diariamente, a prefeitura utiliza aliado biológico, um tipo de peixe que se alimenta da larva do mosquito.

Dhoje Interior

Conhecido como guarú, lebiste selvagem ou barrigudinho, o peixinho, que chega ao máximo de quatro centímetros, é uma potente arma no combate à dengue. O barrigudinho se alimenta das larvas deixadas pelo mosquito e interrompe o ciclo de reprodução do inseto.  Os agentes despejam o animal em piscinas sem uso ou tanques, onde não é possível o uso de larvecidas.

“Esses peixes são largofágos, ou seja, se alimentam da larva de qualquer mosquito, então eles fazem o controle biológico do mosquito, principalmente, o do Aedes aegypti. Esses peixes são colocados em piscinas que não são tratadas com cloro, em fontes ou até bebedouros de animais que ficam próximos da área urbana”, explicou o biólogo da vigilância ambiental de Rio Preto, César Leandro Jerônimo.

Ainda segundo o biólogo, as casas que estão fechadas para locação ou venda também receberão os peixes se necessários, “Os corretores de imóveis, que fizeram a parceria conosco no combate à dengue, agora, vão poder fazer esse contato com a equipe de Saúde para disponibilizar o peixe no imóvel que está fechado”.

A utilização o peixe é um método barato na prevenção, recentemente, os peixinhos foram soltos na piscina do Rio Preto Esporte Clube, “esse peixe se desenvolve rápido e em questão de tempo estará cheia de peixinhos a piscina”, disse Jerônimo.

O biólogo ponderou ainda que, “o peixe é um aliado a mais contra o mosquito Aedes aegypti, mas tem o controle mecânico de tirar os pontos de acúmulo de água e também o controle químico que é feito pela nebulização”.

Há mais de dois anos, equipes da secretaria de Saúde realizam a criação de peixes e disponibilizam para a população. Os interessados devem entrar em contato no Disque Saúde pelo número 0800 7717123 e fazer a solicitação. “As equipes têm até dez dias para entregar o peixe na residência, levamos em uma garrafa e depositamos esses peixes em uma piscina ou dependendo do criadouro”, finalizou Jerônimo.

Por Mariane Dias