Rodrigo Garcia cria secretaria para combater doenças infecciosas em SP

O infectologista David Uip, antigo secretário de Saúde do estado, foi nomeado para pasta. (Foto: Divulgação)

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 12, uma nova secretaria estadual. Ela será chamada de Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.

O infectologista David Uip, antigo secretário de Saúde do estado, foi nomeado para pasta. Segundo ele, a secretaria terá o papel de planejar medidas de saúde e pesquisas para o enfrentamento de doenças infecciosas. O novo secretário também explicou que a nova pasta terá colaboração de instituições de pesquisa já existentes em São Paulo, como o Butantan e o Instituto Adolf Lutz.

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“Não adianta, ao ter uma epidemia, sair correndo cada um para o seu lado para fazer um planejamento. Foi isso que aconteceu no mundo. Não vai acontecer mais. Nós vamos planejar”, afirmou Uip.

Uip explicou que houve o desenvolvimento de um projeto a pedido do governador Rodrigo Garcia. “O governador gostou do plano e isto virou uma secretaria, porque eu acho que tem que ser uma secretaria com poder de gestão”, afirmou.

No final de março, o estado de São Paulo registrou a menor média móvel de internações por Covid desde o início da pandemia. No dia 21 daquele mês, houve registro de aproximadamente 223 pacientes internados considerando os sete dias anteriores.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no pico da pandemia, as internações chegaram a 3.399 em março de 2021, e 1.521. Já em janeiro deste ano, a média era de 1.521.

Em relação à vacinação contra o coronavírus, o estado registra em torno de 86% da população com o primeiro ciclo completo. No entanto, cerca de 58% tomaram doses de reforço. Considerando que a variante ômicron tem escape vacinal, especialistas já indicaram que o esquema completo para a cepa deve ser de três doses a fim de evitar quadros graves da doença.

Outra dificuldade de vacinação no estado é na campanha contra a influenza. Segundo a secretaria de saúde, a imunização do público-alvo –profissionais de saúde, idosos, crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes e puérperas– alcançou somente 40%, enquanto a meta era 90%.

Atualmente, o governo estadual até já disponibilizou a vacina para professores da rede pública e privada, indígenas, pessoas com deficiências ou com comorbidades. Mesmo assim, o grupo prioritário continua podendo se imunizar nas unidades de saúde.

Da Redação