Rio Preto tem 4% dos filhos registrados só com nome da mãe este ano

Jéssica Manzani registrou a filha Heloísa inicialmente sozinha. A paternidade veio a ser reconhecida cerca de 10 meses depois.

Lei que abona à mãe registrar o filho sem a presença do pai entrou em vigor em março de 2015. Desde então, casos de recém-nascidos reconhecidos pela mãe têm aumentado sistematicamente

Desde o início deste ano, os cartórios brasileiros registraram o maior número de recém-nascidos somente com o nome da mãe. De janeiro a abril, foram registrados 56,9 mil bebês por mães solo, o maior número em comparação com o ano passado neste mesmo período.

Dhoje Interior

O levantamento aponta que, em 2018, foram registrados 51,1 mil recém-nascidos somente como o nome materno. No ano seguinte, foram 56,3 mil. Em 2020, o número diminuiu e passou para 52,1 mil. Em 2021, 53,9 mil crianças não tiveram o pai reconhecido na certidão de nascimento. O estudo também mostra uma diminuição do total de nascimentos de recém-nascidos neste ano, totalizando 858 mil. Em 2018, foram 954,9 mil.

Os números foram anunciados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e mensurados a partir do Portal da Transparência do Registro Civil.

De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen) os dados do município em 2020 de janeiro a abril são de que nasceram 2.073 bebês e, desses, 86 não tiveram o nome do pai na certidão de nascimento.

Já em 2021, neste mesmo período, houve um registro de 89 crianças de mães solo dentre 1.914 nascidos.

Neste ano, nesses mesmos meses citados, nasceram em Rio Preto, 1.867 bebês, sendo 84 de mães solo, o que representa mais de 4% a ausência da paternidade.

Jéssica Manzani registrou sua filha sozinha inicialmente. O progenitor veio a reconhecer a paternidade cerca de dez meses depois.

“Penso que as mulheres precisavam desse direito há muito tempo. Muitas crianças só possuem pai no papel. Isso acaba sendo um mero detalhe. Paternidade real é muito mais que isso”, observa.

Por Daniela MANZANI – Redação jornal Dhoje Interior