Rio Preto sofre com falta de gás de cozinha

A pandemia do coronavírus tornou o gás de cozinha um dos itens mais raros na região de Rio Preto. Com a escassez do produto, o governo do estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (1) que vai atuar juntamente com o Procon e o Dope (Departamento de Operações Estratégicas) para combater o preço abusivo nos botijões.

A reportagem do DHoje entrou em contato com cinco distribuidoras de gás em Rio Preto: Rápido Gás, Julião Gás, Vado Gás, Gás Boa Vista e Brasil Gás. Em nenhuma delas havia botijões disponíveis e todas relataram atrasos na entrega do produto. Em uma delas, a lista de espera de clientes era de 78 pessoas. Outro consenso das revendedoras é de que o estoque não vai durar muito quando os botijões chegarem.

Dhoje Interior

Pensando em conter o aumento do preço, o governador João Doria (PSDB) fez um pronunciamento. “O preço do botijão de gás, no limite, é de R$ 70. Não é nem R$ 71, nem R$ 72, nem R$ 80. Em uma situação como a que estamos vivendo, R$ 10 fazem muita falta. O Procon São Paulo está autorizado a agir, de acordo com a lei, para proteger o interesse público, especialmente da população de baixa renda”, afirmou.

Os fornecedores que forem flagrados realizando vendas a preços abusivos serão multados e conduzidos às delegacias de polícia para que respondam por crime contra a economia popular. A orientação do Procon-SP é de que os botijões de gás sejam comercializados por valores entre R$ 68 e R$ 70.

Armazenamento

Com medo de faltar botijões de gás, muitas pessoas estão estocando o produto em altas quantidades. O Corpo de Bombeiros de Rio Peto não recomenda a prática. “O ideal é ter apenas um em uso e outro de reserva para diminuir os riscos de acidentes. É importante também armazenar em locais abertos, para não correr o risco de explosões”, comentou o capitão Ibrahim Nagib Karam Junior.

Vinicius Lima