Rio Preto: Golpistas são presos por falsificação de CNH com dados pessoais de advogado

O jurista estava tentando vender o carro para os golpistas e descobriu que além da carteira uma conta bancaria também foi aberta no próprio nome em Olímpia.


Investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em Rio Preto prenderam três pessoas com idades entre 30 e 34 anos suspeitas de falsificar uma carteira de habilitação com os dados pessoais de um advogado. O crime aconteceu durante a tarde desta terça-feira (05). Um dos estelionatários já conhecido das autoridades locais e já foi condenado quando tentava financiar dois caminhões com nome falso em uma agência da Caixa Econômica Federal.

Dhoje Interior

Segundo relatos da Polícia Civil, a vítima decidiu vender um carro e os interessados na compra eram os indivíduos presos. O trio chegou a reconhecer a assinatura da vítima em cartório de Votuporanga-SP (a 87 km entre as duas cidades).

Antes do crime os agentes foram com o jurista enganado até o imóvel comercial apontado pelos criminosos onde supostamente seria o local de vistoria do veículo e fechamento do negócio.

Logo depois de conversas entre o advogado e outro suspeito a polícia descobriu numa abordagem que o sujeito comprador estava com uma CNH fraudada em nome de uma terceira pessoa.

Enquanto isso uma caminhonete passava pelo espaço e como os investigadores já tinham conhecimento de que o mesmo carro foi usado para reconhecer firma do bacharel em Votuporanga, ela também foi parada e dentro havia outros dois delinquentes integrantes do bando. Um deles tentou esconder a habilitação falsa com o nome do advogado, mas a foto era do golpista montada no lugar da original.

Ainda durante a revista policial foi localizado com o trio um cartão de vistas de uma agência bancaria de Olímpia, informando aos policiais que os estelionatários já haviam iniciado abertura de uma conta também em nome da vítima.

O grupo deverá ser indiciado pela pratica dos delitos que vão além do uso de documento falso, falsidade ideológica, estelionato e organização criminosa, um dos integrantes que tem passagem foi condenado em sentença da 4º Vara Criminal e responde em liberdade a pena de 14 anos. Em 2014 o setor de inteligência da DIG apreendeu grande quantidade de documentos, cheques, computadores e outros objetos usados pelo mesmo sujeito em outras ações criminosas semelhantes.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 12h57.