Rio Preto está na lista para ter escolas cívico-militares em 2022

24/11/2021 - Certificação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Fotos: Luis Fortes/MEC

O governo federal informou que vai implantar 216 escolas cívico-militares em todo o país até o fim do ano que vem. O anúncio antecipa em um ano a meta do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Quando foi lançado, em 2019, o programa previa 200 escolas neste modelo até 2023. Atualmente, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), há 127 escolas adotando esse modelo em 26 estados. Elas atendem cerca de 83 mil famílias.

Uma delas será em Rio Preto, que terá um colégio cívico militar a partir do próximo ano. A unidade será mantida pela Defensa PM, uma associação de oficiais da Policia Militar e também com parceria junto a iniciativa privada.

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As aulas estão previstas para ter início no dia 31 de janeiro. Inicialmente vão ser ofertadas 500 vagas, sendo 100 destas destinadas a bolsas de estudos 100%. Haverá cobrança de mensalidade, no entanto, os valores ainda estão em análise. Já para estudantes carentes será realizado um processo seletivo para preenchimento de determinadas vagas estabelecidas.

As aulas do colégio funcionarão em período integral. Alunos do Ensino Médio ficarão no local das 7h às 18h e alunos do Ensino Fundamental II terão carga horária entre as 7h50 e 18h. No colégio, eles receberão lanche pela manhã, almoço e lanche da tarde.

A unidade funcionará na rua General Glicério, 3350, no Centro, com inauguração prevista para o dia 11 de dezembro.

“Nós estamos, neste ano de 2021, antecipando a meta que seria alcançada somente em 2023, e teremos 216 escolas cívico-militares até o final de 2022”, afirmou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, na quarta-feira, 24, durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para certificação de escolas cívico-militares que cumpriram o primeiro ciclo de implantação, de acordo com a metodologia estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e pela Universidade de Brasília (Unb), conforme as diretrizes pedagógicas do programa. Essas escolas, que somam 46 no total, estão entre as que foram implantadas em 2020, e estão distribuídas em 20 estados.

Segundo Ribeiro, a demanda atual pela implantação desse modelo de escola já soma mais de 300 municípios, e não será possível atender a todos até o fim do ano que vem.

O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. De acordo com o MEC, as secretarias estaduais de Educação continuam responsáveis pelos currículos escolares, que é o mesmo das escolas civis. Os militares, que podem ser integrantes da Polícia Militar ou das Forças Armadas, atuam como monitores na gestão educacional, estabelecendo normas de convivência e aplicando medidas disciplinares.

Para participar do programa, as escolas devem ter entre 501 e mil matrículas nos anos finais do ensino fundamental e do médio, atender aos turnos matutino e/ou vespertino, ter alunos em situação de vulnerabilidade social e desempenho abaixo da média estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, a adesão da escola deve ser precedida de aprovação da comunidade escolar, por meio de consulta pública presencial ou eletrônica. Em 2022, serão abertos processos de adesão para 89 novas escolas.

Raphael FERRARI – Dhoje Interior