MAIO AMARELO: Passeio neste sábado alerta para sequelas em acidentes de trânsito

Os acidentes no trânsito deixam ainda perto de 350 pacientes com sequelas na coluna e no cérebro

A região têm média de 400 amputações mensais resultado de sequelas provocadas por acidentes de trânsito em 164 municípios que pertencem à Delegacias Regionais de Saúde de Rio Preto, Barretos e Araçatuba. Os números são do Centro de Reabilitação Lucy Montoro. A informação é da Coordenadora Administrativa, Tatiane Clementino.

Para tentar evitar números tão elevados, o Centro Lucy Montoro promoveu  neste sábado, a partir das 9h, um Passeio de Conscientização Sobre Acidentes de Trânsito. Começa na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira e termina na Avenida José Munia, na Nova Redentora. A ação faz parte do Maio Amarelo.

Ao fim do passeio, no Centro Regional de Eventos, os participantes serão recebidos com um show de rock e terão a disponibilidade de food trucks. Uma equipe multiprofissional do Lucy também dará orientações aos motoristas sobre as boas práticas no trânsito para evitar acidentes.

Tatiana explica que são 5 mil atendimentos ao mês. Destes, 800 pacientes que sofreram acidentes de trânsito e ficaram com sequelas após hospitalização e tratamento. O Centro faz a reabilitação e a entrega de próteses quando há indicação.

Os acidentes de trânsito significam 20% dos atendimentos. Os pacientes que ficam com sequelas temporárias ou definitivas são, na grande maioria, homens na idade laboral e responsáveis pela manutenção da família.

Os prejuízos são de toda ordem. As famílias ficam sem o salário que mantém a casa. Muitas vezes o outro companheiro tem que deixar o trabalho para cuidar do paciente. Afora as despesas coletivas com longos tratamentos ou com auxílios médicos ou aposentadorias antecipadas pela Previdência Social.

O Lucy Montoro foi inaugurado em 2011. O Instituto tem como principal objetivo auxiliar no tratamento de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras.

Em Rio Preto, soma 450 mil atendimentos, com 13 mil pacientes já passando pelo serviço. Na pandemia, o instituto também atuou na pesquisa e reabilitação de pacientes com sequelas após a Covid-19 e somou 12.189 teleatendimentos no período.

Atualmente, são 65 profissionais de 10 especialidades médicas na unidade de Rio Preto, além dos técnicos que fazem e adaptam os equipamentos.

 

Da REPORTAGEM