Reajuste faz gás de cozinha custar até R$ 105 em Rio Preto

A Petrobras anunciou no início desta semana um reajuste de 5,9% no preço médio do GLP, o gás de cozinha. Esse foi o quinto reajuste em 2021, tendo sido elevado em 6% em janeiro, 5,1% em fevereiro, R$ 0,15 por quilo em março e 5% em abril.

Em Rio Preto, as revendedoras já sentiram o peso do reajuste. No dia 07/06, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) verificou em 20 revendedoras que o preço médio de um botijão de 13kg em Rio Preto era de R$ 87,55, variando de R$ 83 a R$ 98. Nesta quarta-feira (16), a reportagem do DHoje constatou em seis estabelecimentos um preço médio de R$ 93,50, variando entre R$ 83 e R$ 105. Vale ressaltar que as revendedoras com os preços mais baixos informaram que ainda não tinham aplicado o reajuste.

Dhoje Interior

A aposentada Vanilde Caneira, 63 anos, criticou o aumento. “Para mim acho muito, todo mês aumenta. É muito difícil porque hoje em dia o salário já é baixo para o custo de vida que só aumenta, e quem não morre de Covid-19 vai morrer de fome”, afirmou.

O aumento também prejudicou os revendedores, que precisaram diminuir a sua margem de lucro. “Esse aumento prejudicou minhas vendas porque os clientes acabam fazendo cotação e, além disso, minha margem de portaria caiu 23%, antes eu ganhava R$20 por venda e hoje ganho R$15”, afirmou Eneias Munhoz, 37 anos, proprietário do Munhoz Gás.

Segundo o presidente da Associação dos Revendedores de Gás em Rio Preto, Éder Freitas, as revendedoras sempre tem prejuízo quando ocorre os reajustes. “As pessoas se assustam com o reajuste e acabam não comprando. As revendedoras estão tão no limite que dessa vez não conseguiram segurar esse aumento e tiveram que fazer o repasse para o consumidor, aumentando o preço em R$ 5 ou R$ 6. A gente vê com maus olhos esses aumentos, mas infelizmente não temos opção”, afirmou.

Por Vinicius LIMA e Maria Paula ANDRADE