Primeira vez candidato e eleito; conheça o vereador Bruno Moura

Bruno Henrique Moura, 34 anos, é casado e tem uma filha de um ano. Se candidatou pela primeira vez para vereador em 2020, pelo PSDB, e já emplacou na primeira eleição uma cadeira na Câmara de Rio Preto com 3.482 votos. Ele conversou a com reportagem do DHoje.

Disse que saiu candidato porque vai defender o lado social da comunidade onde mora, o São Deocleciano, e falou sobre o seu maior projeto social, a Maquininha do Futuro, para as crianças e famílias do bairro.

Dhoje Interior

DHoje – Porque se candidatou a vereador?

BrunoSaí a pedido da população de onde resido, no caso o bairro São Deocleciano, e para dar voz a quem realmente precisa do lado social.

DHoje – Quais serão suas prioridades enquanto vereador?

Bruno – Atender as demandas dos mais excluídos, que não tem voz, essa é minha prioridade. E também atuar sendo uma verdadeira voz do povo para o Executivo.

DHoje – Se sente preparado para exercer seu mandato?

Bruno – Para fazer política sim, mas para politicagem não.

DHoje – Defina “politicagem”.

Bruno – Muito barulho e pouca ação. Não estou aqui para ser de direita ou esquerda, estou aqui para ser do povo.

DHoje – Você tem um projeto social no bairro São Deocleciano. Como surgiu essa ideia?

Bruno – Isso foi em 2013 e eu enxerguei que o nosso bairro é rodeado de condomínios de luxo, mas a realidade de dentro poucos sabiam, por isso, resolvi dar o pontapé inicial nesse projeto que hoje atende as famílias. Eu quis montar algo para tirar as crianças e adolescente das ruas.

DHoje – Como funciona o projeto?

Bruno – O nosso trabalho social, chamado “Maquininha do Futuro”, é um projeto para as crianças e suas famílias. De manhã e a tarde, ou seja, no horário contraposta à escola, 815 crianças são atendidas com oficinas esportivas, como, por exemplo, dança, capoeira, judô, funcional e jiu- jitsu. Esse atendimento se estende às famílias dessas crianças, onde damos suporte também com atividades e assistência social com uma profissional.

DHoje – Como a entidade se prepara para poder ajudar essas crianças e suas famílias?

Bruno – Na verdade a gente conta só com doações. A gente pede ajuda para alguns empresários, vai em mercado, enfim, fazemos um mutirão. São pessoas ajudando pessoas.

DHoje – Em tempos de pandemia, como está funcionando o esquema do Projeto?

Bruno – As aulas com as crianças estão sendo remotas. Estamos passando tudo e com o atendimento para as famílias a gente já começou a voltar no período da noite, com distanciamento e com máscara. Mesmo nesta situação de pandemia, ou melhor, principalmente em situação de pandemia, a gente não deixa faltar nada. Estamos entregando cestas básicas todos os meses, e se tem alguma família que precisa de algo a mais, a gente corre atrás.

DHOje – Além dos 3 núcleos do Projeto Maquininha do Futuro, você faz parte de mais alguma ação social?

Há quase três anos eu fui convidado para conhecer o trabalho da Viamor e do pessoal do RP Invisível. Eles têm um trabalho muito legal com os moradores em situação de rua e eu fui conhecer e fiquei refém, não consegui sair mais.

DHoje – Você que vê de perto a situação dos moradores de rua, acha que o Poder Público poderia fazer mais por eles?

Bruno – Os moradores em situação de rua se sentem invisíveis, são esquecidos e muitos têm um porquê de estar lá e nem sempre é por causa de droga e/ou bebida. Ajudá-los é um trabalho que precisa ser reconhecido. Acho que o Poder Público tem que entrar mais de cabeça, porque existem lugares em Rio Preto que estão próximos de virar uma cracolândia. Se a gente não interferir nisso o quanto antes, não se sabe o que pode virar num futuro próximo.

DHoje – Qual a importância desses movimentos sociais que ajudam quem precisa?

Bruno – A importância é total. É um trabalho fantástico que eu fui pra conhecer e não saí mais, isso já vai completar três anos. Eu não consigo ir todos os dias da semana, como as entidades vão, mas procuro ir pelo menos duas vezes na semana.

Por Andressa ZAFALON