Presépio da Famerp presta homenagens às vítimas da Covid-19

No ano passado, devido à pandemia da Covid-19, não foi possível ver o tradicional presépio Famerp em Rio Preto, mas ele estava lá montado. A tradição foi mantida pelo trabalho do preparador de aulas práticas da instituição, Luiz Onivaldo Bizuti, e de amigos que sempre o auxiliam. A montagem deste ano já foi realizada e se transformou, além de símbolo religioso, em uma homenagem às mais de 600 mil vítimas da Covid-19 no país e antigos funcionários.

Emocionado, ‘Seu’ Bizuti, como é conhecido, falou sobre as homenagens deste ano. “Homenageamos, em nome da Famerp, três amigos que perdemos, o doutor João Vicente Paiva Neto, professor de Farmacologia; o Sidnei Pinheiro, professor de Bioquímica e o Luis Eduardo Moreira, formado em Bioquímica. Além deles, temos referência também aos  mais de 600 mil mortos pela Covid e, é claro, ao nascimento de Jesus”, explicou.

Dhoje Interior

Fora as homenagens, as novidades de 2021 são maquetes que representam antigos locais da Famerp. A maioria hoje nem existe mais ou estão bem diferentes, como o diretório acadêmico, a antiga cantina, caixa d’água, cozinha, campo de futebol, lavanderia e até uma porteira que ficava na avenida Faria Lima, na época que ainda existiam muitas fazendas na região. Ao todo, são mais de 200 peças no total, colocadas cuidadosamente uma a uma em um balcão de quatro metros de comprimento.

Bizuti, que trabalha na faculdade desde 1969, revela que chegou a pensar em não produzir o presépio esse ano. Mas mudou de ideia devido ao amor que sente pelo trabalho.  “A gente começou faz mais ou menos 50 anos com a parte de decoração. Em 94, ganhamos um pequeno presépio. E aí começamos a montar todo ano, sempre com apoio total da diretoria da Famerp. Chega essa época do ano todo mundo quer ver o presépio”, afirma.

Em 2019, último ano que o presépio teve visitação liberada, cerca de 500 pessoas passaram pela sala do laboratório de Biologia Molecular para apreciar a obra. Em meio às visitas, são recolhidas algumas doações. Os valores arrecadados são doados para a Igreja do Menino Jesus de Praga. “Eles fazem marmita, sopa ou cesta básica. É pouco, mas todo mundo ajudando se transforma em algo grande”, explica o preparador de aulas práticas da Famerp.

Da REDAÇÃO