Prefeitura suspende gratuidade do transporte coletivo no horário de pico

Em Rio Preto, não há levantamento estatístico sobre a situação. Segundo a delegada Dálice Aparecida Ceron, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), muitas vítimas deixam de registrar o boletim de ocorrência por medo ou constrangimento. Foto: Fábio CARVALHO

O prefeito Edinho Araújo (MDB) anunciou no início da tarde desta sexta-feira a suspensão da gratuidade para passageiros acima de 65 anos no horário de pico, entre 5h e 8h e entre 16h30 e 19h30.

A decisão foi anunciada após reunião com representantes do consórcio Riopretrans, que apresentaram levantamento a Edinho relatando que nos dois últimos dias, uma grande movimentação de passageiros acima dos 65 anos, que têm direito à gratuidade do transporte, principalmente nos horários de pico. Esse segmento representou 16% do total de usuários do transporte coletivo.

Dhoje Interior

“O prefeito determinou que, enquanto durar a fase mais restritiva de controle da pandemia, a gratuidade para essa faixa etária seja suspensa nos horários de pico, entre 5h e 8h e entre 16h30 e 19h30, sendo mantida nas demais faixas horárias. Medida semelhante foi tomada no ano passado durante um dos picos de casos de Covid-19”, diz a nota encaminhada para a imprensa.

Durante o encontro o prefeito cobrou providencias para o cumprimento do decreto municipal que impõe novas restrições durante a pandemia. O prefeito também solicitou que as desinfecções dos coletivos sejam feitas em intervalos menores do que as seis horas atuais, obtendo a concordância das empresas.

Representantes das empresas de ônibus alegaram que o movimento de passageiros se manteve elevado mesmo após as medidas restritivas, atribuindo em parte o fato ao quinto dia útil do mês, data em que tradicionalmente há uma corrida aos bancos e lotéricas.

O consórcio projeta uma queda no número de passageiros transportados na próxima semana, e solicitou apoio de guardas civis municipais para que as regras de ocupação dos coletivos sejam seguidas pelos usuários. As empresas alegam que não possuem “poder de polícia” e que parte dos usuários resiste em cumprir algumas regras, como respeitar o limite de lotação do ônibus no momento do embarque.

O prefeito determinou que o comando da GCM seja acionado para dar suporte no terminal central, a partir de segunda-feira, priorizando a orientação aos passageiros.