Polícia realiza reconstituição do assassinato de sargento aposentado

A Polícia Civil de Rio Preto realizou na manhã desta quinta-feira (27) a reconstituição do assassinato do sargento aposentado Cícero de Carvalho, 53 anos, morto a pauladas dentro de sua pensão, em outubro de 2018, na Vila Goys.

A reprodução simulada do fato foi determinada pelo juiz da 3º Vara Criminal Eduardo Garcia Albuquerque, a pedido da defesa da viúva do policial, Rita de Cássia da Silva Assunção, indiciada pela Polícia Civil por pagar R$ 45 mil para que o corretor Edinael Mário Leme matasse a vítima. Os dois estão presos.

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Policiais civis e militares, peritos do Instituto de Criminalística e os advogados dos suspeitos acompanharam o passo a passo do crime. Apenas Rita participou, Edinael preferiu não comparecer.

O delegado Wander Luciano Solgon, da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), responsável pelo inquérito, a reconstituição é uma prova pericial, que será analisada juntamente com as demais incluídas no inquérito.

“Depois da elaboração, o laudo com a conclusão será encaminhado direto para o juízo. Porque na parte policial, o inquérito foi encerrado há mais de um ano. Então, é uma prova que não terá utilidade para o inquérito, terá utilidade direta para o processo”, explicou.

De acordo com o inquérito policial, Rita teria facilitado a entrada de Edinael dentro da residência do casal, que é anexa à pensão. Para não levantar suspeita, ela saiu de casa, na hora do assassinato, para ir até um pronto-socorro.

O advogado Márcio Roberto Ferrari, que defende a viúva do sargento, alega que há pontos controversos no inquérito e que o pedido de reconstituição do crime irá comprovar sua tese de inocência de Rita.

“A simulação foi pedida para esclarecer alguns pontos que entendemos que estão obscuros, aonde que teriam provas, em tese, contra a Rita. A defesa entente que as provas acostadas nos autos não são suficientes para uma condenação. Acreditamos, friamente, na inocência dela, tanto que ela está aqui para fazer a simulação, justamente para provar”.

Já o advogado de Edinael, o defensor público José Maciel, justificou a não participação dele na reconstituição em razão de o ônus da prova caber ao Ministério Público. “Cabe à acusação, então, ele entendeu que não era viável a sua presença na reconstituição. diante disso, nós peticionamos para que ele não comparecesse e, assim, foi deferido. Ele não cometeu o crime que está sendo acusado”, afirmou.

Ambos os acusados estão presos. Rita está no Centro de Ressocialização Feminino (CRF) de Rio Preto e Edinael está na penitenciária de Tupi Paulista.

A audiência de pronúncia, – primeira do julgamento -, está marcada para acontecer no dia 29 de setembro.

 

Por Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior