Polícia descarta afogamento na morte de mulher transexual em Cedral

Emanuelly Castro. Foto reprodução facebook.

A Polícia de Cedral, através do delegado Marcelo Ferrari, confirmou nesta segunda-feira (3) que a possibilidade de afogamento na morte da transexual conhecida como Emanuelly Castro está descartada, mesmo ainda sem a conclusão do laudo necroscópico.

“Em conversa com o perito, já sabemos que há marcas de pancadas na cabeça e no rosto, por isso, já se pode descartar a possibilidade da morte ter sido por afogamento”, explica o delegado responsável pelo caso.

Dhoje Interior

Marcelo relata que foi pedido também exames para comprovar se houve violência sexual, uma vez que a vítima estava com as calças abaixadas. “Foi colhido material, mas, segundo os peritos, a chance de dar negativo é quase 100% por conta do tempo que já se passou”.

Os dois suspeitos de cometerem o crime continuam detidos. De acordo ainda com o delegado, a polícia chegou até os dois suspeitos através de denúncias.

“O menor teria mudado há pouco tempo para Cedral e estaria vendendo drogas. Além disso, os dois foram vistos juntos com a vítima bebendo em um bar na noite do crime. O menor se apresentou na delegacia e entregou o homem de 25 anos, dizendo que os dois teriam atraído a vítima para usar drogas e no local roubaram o celular dela. Eles pediram para a vítima falar a senha para desbloquear o celular e, diante da negativa, houve a morte”, ressalta.

O menor, de 16 anos, está na Fundação Casa de Lins aguardando uma vaga definitiva e o maior, de 25 anos, está preso no Deic de Rio Preto à disposição da justiça.

Por Andressa ZAFALON