Pipas causam 944 casos de falta de energia na região de Rio Preto

PIPA ENROSCADA - Em uma rede elétrica em Rio Preto; CPFL alerta sobre os cuidados

A região de Rio Preto registrou 944 casos de falta de energia elétrica devido ao uso de pipas de forma irregular próximo aos fios, o que acabou atrapalhando a distribuição elétrica entre os anos de 2015 e 2017. Devido ao crescimento desse tipo de ocorrência, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) faz um alerta para o uso correto do brinquedo.

As cidades de Rio Preto e Araçatuba lideram o ranking de ocorrências da região, com 469 (49,6% do total) e 311 (32,9% do total) dos desligamentos nos últimos três anos, respectivamente. No comparativo apenas entre os anos de 2016 e 2017, a companhia divulgou que os incidentes envolvendo pipas teve uma leve queda de 8%, passando de 337 para 310 casos no período.

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A interrupção do fornecimento de energia elétrica por conta das pipas pode ocorrer por diversas formas. Além do risco de rompimento dos cabos pelas linhas que usam cerol ou a conhecida “chilena”, as pipas ficam enroscadas nas redes elétricas podendo provocar desgastes nos fios, e levar a curtos-circuitos em dias úmidos.

Porém os altos índices de ocorrências envolvendo o brinquedo tem preocupado a companhia, que tem recomendado aos pais e responsáveis que acompanhem e instruam crianças e adolescentes no uso correto do brinquedo. Tais acidentes elétricos causados pela pipa poderiam ser evitados se alguns simples cuidados fossem adotados, como: escolher locais longe da fiação elétrica (campos abertos e parques com áreas planas) e longe do entorno de rodovias ou avenidas de intenso movimento. A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação também pode provocar desligamentos no fornecimento além de causar vítimas.

O uso de cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da “linha chilena” é considerado crime penal capitulado nos artigos 129, 132 e 278 do Código Penal Brasileiro, além do artigo 37 da Lei das Contravenções Penais. Além disso, sua formulação pode conter limalha de ferro, substância que provoca curtos-circuitos e choques. Esses tipos de linha também são um risco para ciclistas, motociclistas e a população em geral.

Em caso de rompimento de cabos por linhas de cerol ou curtos-circuitos causados por esse brinquedo, a população deve acionar imediatamente a distribuidora por meio dos canais de atendimento. Deve-se ficar o mais distante possível do fio partido para evitar acidentes.
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Confira 10 dicas para empinar pipas com segurança:
– Empine pipas longe de rede elétrica, em locais livres onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular. Isso evita acidentes e interferências na qualidade desses serviços;
– Dê preferência a espaços abertos como praças, parques e campos de futebol para usar o brinquedo. Evite também soltar pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas, rodovias ou qualquer lugar onde exista fluxo de veículos;
– Evite a utilização de “rabiolas”, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais;
– Linhas metálicas não devem ser usadas no lugar da linha comum. Nunca use cerol ou a linha “chilena”, elas são proibidas por lei e causam acidentes;
– Não utilize papel alumínio na confecção da pipa. É perigoso, pois este material em contato com os fios provoca curtos-circuitos;
– Caso a pipa enrosque nos fios, é melhor desistir do brinquedo. Tentar recuperá-la representa sério risco, assim como tentar remover a pipa com canos ou bambus;
– Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela pode funcionar como para-raios, conduzindo energia;
– Não é indicado subir nas lajes das casas para empinar pipa, qualquer distração pode causar uma queda;
– Tenha cuidado com ciclistas e motociclistas, pois as linhas não podem ser vistas e linhas de cerol ou reforçadas podem causar graves acidentes;
– É aconselhável ter sempre um adulto responsável acompanhando as crianças no momento da brincadeira.

 

Por Priscila Carvalho