Pesquisadores do Ibilce são citados em lista dos mais influentes do mundo

Pesquisadores do Ibilce aprecem em lista internacional dos cientistas mais influentes do mundo

Três pesquisadores da Unesp/Ibilce de São José do Rio Preto foram citados em um estudo que analisou o ranking mundial de cientistas, realizado pela Universidade de Stanford (EUA). O estudo analisa o impacto da ciência entre pesquisadores por meio da técnica de citação. Em meio a 100 mil cientistas, apareceram: a professora Lilian Casatti, do Departamento de Zoologia e Botânica, Ronivaldo Rodrigues da Silva, que desenvolve pós-doutoramento em Microbiologia, e o cientista computacional Rodrigo Capobianco Guido, docente do Departamento de Ciências de Computação e Estatística.

Guido, que leciona há 11 anos no Ibilce, falou sobre a citação e sobre a pesquisa em que vem trabalhando. “Foi uma grande honra aparecer neste estudo. Minha pesquisa é voltada para o processamento digital de sinais, um campo que une a ciência da computação com a engenharia elétrica. Dentro dessa pesquisa, eu trabalho com o reconhecimento de sinais de voz, com a possibilidade de identificação de doenças através da fala”, comentou o professor.

Dhoje Interior

Quando perguntado sobre suas reais motivações enquanto cientista, ele considera que é o compartilhamento de aprendizados com a sociedade. “Fazendo o que amo e auxiliando na formação daqueles a quem tive a oportunidade de dedicar o meu tempo e o meu carinho”, finaliza o professor Rodrigo Guido.

Com ampla experiência na área de zoologia, ecologia de peixes e preservação de riachos tropicais, Lilian Casatti também foi citada. Seu primeiro projeto de pesquisa durou cerca seis anos (2002-2008), e o trabalho foi financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na categoria jovem pesquisador. O objetivo principal foi estudar a integridade dos riachos do Noroeste Paulista utilizando uma comunidade de peixes.

“Estamos alcançando uma divulgação importante do que fazemos. E isso é relevante porque o custeio dessas pesquisas depende de financiamento público. Precisamos enfatizar que nós, como país, dependemos da ciência de base, e não adianta querer pular etapas”, afirmou.

Lilian Casatti guarda com boas recordações a pesquisa que lhe permitiu o título de mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia, do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu-SP. “Estudamos a história natural dos peixes de corredeiras do Rio São Francisco, na Serra da Canastra (MG), e, embora descritiva, trouxe-me o encantamento que eu precisava para entrar de cabeça na ecologia. Trouxe muitos desafios, como mergulhar numa corredeira com águas super rápidas e, em algumas épocas, a 10ºC. Mas, por meio desse ’gatilho’, percebi que teria que aprender muito mais para contribuir com a proteção desses ambientes”, conclui a professora.

Por Vinicius LIMA – Redação jornal DHoje Interior