Pai acusa a mãe de envenenar filho de 1 ano

Um químico, de 33 anos, procurou a Polícia Civil de Rio Preto para denunciar que a mulher dele, uma estudante, de 23 anos, envenenou o filho do casal, na última sexta-feira (17). O caso registrado como homicídio tentado foi registrado nesta terça-feira (21).

O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança e Maternidade. A assessoria de imprensa do hospital informou que a criança está internada na UTI pediátrica em estado grave, mas estável. Ela permanece intubada e sedada.

Dhoje Interior

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a mãe contou ao pai que havia colocado na mão do próprio filho a “garrafinha” com veneno e um chiclete, sabendo que a criança tem o costume de colocar chiclete dentro de garrafas com líquido e ingerir.

O químico contou à polícia que, na sexta-feira, um vizinho ligou informando que a mulher havia levado o filho na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tangará. Chegando lá, ele foi informado pela médica que atendeu o filho que o estado de saúde dele era grave e por isso, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e transferiu a criança para o HCM.

Ainda segundo o registro policial, o químico disse que a mãe do menino apresentou duas versões para justificar que a criança passou mal. A primeira é a de que o filho caiu e bateu a cabeça, depois disse que o menino havia sofrido um choque elétrico. Já no hospital, a estudante dizia não saber o motivo do mal estar do filho.

A médica, que atendeu o menino no HCM, segundo a versão do pai, informou que a criança teria ingerido alguma substância, uma vez que seu “pulmão estava bem afetado, sofrendo de convulsão e pupilas dilatadas”. O químico disse também que os médicos descartaram que o menino havia sofrido contusão na cabeça ou que estivesse com Covid-19.

O pai do menino ainda contou à polícia, que enquanto estava na presença da médica, recebeu uma mensagem da mulher, por meio do WhatsApp, com a foto de um veneno e que, em seguida, ela ligou afirmando que o filho havia ingerido aquela substância. Imediatamente, o químico contou à equipe médica, que tomou as providências necessárias para socorrer a criança.

Na segunda-feira (20). o químico disse que questionou a mulher de o porquê ela dizer, por diversas vezes, que iria embora da residência do casal, momento em que ela confessou que colocou a garrafinha de veneno e o chiclete na mão do filho. A motivação de tal atitude é a de que ela tem ciúmes da relação do pai com o filho.

À Polícia Civil, o pai da criança se comprometeu de fornecer o frasco com o líquido, o suposto veneno, assim como as imagens das conversas com a mulher no WhatsApp para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que irá investigar o caso.

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior