Números de atropelamentos quase dobram em Rio Preto

Índice de atropelamentos cresceu 87% em Rio Preto, na comparação de janeiro de 2017 com o mesmo mês deste ano

Na noite do último sábado (28), o policial militar Fábio Silvestre, 44 anos, foi vítima de atropelamento enquanto acompanhava uma ação de uma equipe da Polícia Militar, na rua Benjamin Constant. Silvestre estava em cima da calçada, segundo o boletim de ocorrência, quando foi atropelado por um carro. O policial foi socorrido até o Hospital de Base, onde acabou recebendo alta no último domingo (29). A história Fábio, porém, além de afastá-lo do serviço, faz dele mais uma vítima do alto número de atropelamentos em Rio Preto.

Segundo dados da Secretária Estadual, divulgados pela Associação Preventiva de Acidentes e Assistência as Vítimas de Trânsito de Rio Preto (APATRU), em janeiro de 2017, 77 pessoas foram atropeladas na cidade. O número, contudo, quase dobrou em janeiro deste ano, quando foram registrados 144 atropelamentos, resultando em um aumento de 87%.

Dhoje Interior

De acordo com o presidente da APATRU, Alex Cardoso, os dados atuais refletem os problemas do trânsito em Rio Preto. “A cidade não comporta mais o tanto de veículos que tem e as vias não estão preparadas para receber a quantidade de veículos que recebem”, afirmou.

Para o presidente da associação, a discussão de ações para a melhora no trânsito é necessária. “Precisamos discutir o trânsito com prioridade. É necessário que tenhamos posições mais rígidas na cobrança da fiscalização, inclusive. Não apenas as multas, mas o dinheiro e o recurso das multas tem que ser investido para a educação e segurança no trânsito”, ressaltou Cardoso.

Ainda segundo o presidente da APATRU, a entidade defende os seguintes itens de prevenção: educação, respeito as leis, obedecer as sinalizações, seguir as orientações, trabalhar efetivamente na prevenção junto às empresas, poder público e escolas, além de ações e apoio da mídia conjunta a APATRU.

“O processo de conscientização no trânsito tem de ser permanente diário, as medidas de segurança e educação só terão resultados se tratadas com a devida prioridade que se faz necessária. O problema é cultural, a falta de regras e desobediência das leis, o descaso dos condutores e desrespeito ao próximo. É necessário que pensemos nosso trânsito conjuntamente”, disse Alex Cardoso, que concluiu.

“É hora de termos um Conselho Municipal de Trânsito para tratarmos entre sociedade civil organizada, empresas e poder público todas as medidas e providências ao trânsito. Uma cidade com 500 mil habitantes não faz um debate responsável da mobilidade urbana e educação no trânsito”, finalizou.

Por Marcelo Schaffauser