Número de multas por usar celular ao volante aumenta 194%

De acordo com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), pesquisas indicam que a combinação celular e direção pode ser tão perigosa quanto beber e dirigir. Foto: Arquivo DHoje - Cláudio Lahos

O número de multas por usar o celular ao volante em Rio Preto triplicou nos primeiros três primeiros meses de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março de 2019 foram 1.595 autuações. Já em 2020 esse número foi de 4.692. De acordo com os dados da Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança, o crescimento foi de 194%.

Na prática o que faz com que o trânsito fique mais perigoso, já que, ao olhar o aparelho celular, os motoristas tiram totalmente a atenção das vias e coloca em risco a própria vida e também a de outros condutores e pedestres. Em todo o ano passado, foram 13.434 autuações.

Dhoje Interior

“Dirigir com segurança exige total atenção do motorista. Ao utilizar o celular no volante o foco que deveria estar no trânsito é desviado, situação propícia para acidentes” ressalta o secretário de Trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes.

De acordo com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), pesquisas indicam que a combinação celular e direção pode ser tão perigosa quanto beber e dirigir. Enviar mensagens de texto, por exemplo, retarda em 35% a reação do motorista.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê que ao dirigir um veículo utilizando celular ou fones de ouvidos conectados a algum dispositivo sonoro é infração gravíssima. A multa para os infratores é de R$ 293,47, além de sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Para cometer a infração não é preciso estar com o aparelho ao ouvido. “Mesmo que não seja necessário manusear o telefone para conversar, o ideal é estacionar o veículo em um local seguro porque a conversa em si, mesmo quando está em viva voz, pode distrair o condutor”, afirma Coca Ferraz, professor da USP e coordenador do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito.

Para o especialista, além de fiscalizar e multar, para coibir esse hábito é preciso  realizar campanhas de educação, instruir os motoristas sobre os fatores de risco para acidentes no trânsito.

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior
E-mail: [email protected]