Número de brasileiros que desistiram de procurar emprego bate recorde em 2018

Segundo dados do IBGE no segundo trimestre de 2018, cerca de 4,8 milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego por diversos motivos. Esse foi o maior grupo desde 2012.
O contingente de desalentados aumentou 800 mil em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre de 2018 o número de pessoas a partir dos 14 anos desempregadas chegou a 4,8 milhões, neste mesmo período em 2017, 4,0 milhões de pessoas passavam pela mesma situação. Esse foi o maior grupo de desalentados da série histórica da PNAD, que começou em 2012.

É considerada desalentada a pessoa que está fora da força de trabalho por não conseguir algo adequado, pela falta de experiência ou qualificação, por ter problemas com a idade ou não haver trabalho na localidade em que mora.

Dhoje Interior

No segundo trimestre de 2018, a taxa combinada de subocupação por insuficiências de horas trabalhadas e desocupação (quem é ocupado com menos de 40 horas por semana e gostaria de trabalhar mais, somada às pessoas desocupadas), teve um aumento de 1%, analisando o número do mesmo período do ano passado no pais. Hoje 18,7%, que totalizam 6,5 milhões de pessoas não trabalham o tanto que desejam ou simplesmente estão desempregadas.

A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange os desocupados e as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, chegou a 18,8% no segundo trimestre de 2018, 3% do número totalizado no mesmo período de 2017.

Ainda segundo dados do IBGE, a região que mais sofre com os problemas de desemprego é o Nordeste e a que menos sentiu os impactos da crise trabalhista foi à região Sul. Apesar dos números assustadores no pais, Rio Preto continua movimentando o mercado de trabalho, principalmente, quando se trata de jovens, em 2018 foram contratados cerca de 227.600 jovens.

Exemplo disso é Tamires Bertolino, de 23 anos, que trabalha como vendedora, mas desde 2013 não consegue um trabalho fixo com carteira assinada. Após sua primeira gravidez percebeu que não podia mais esperar alguma fonte de renda sem aperfeiçoamento profissional, foi ai que surgiu a ideia de começar um curso de estética e abrir um salão de beleza, em um espaço que ela tinha na própria casa. A jovem uniu paixão e dinheiro. “Graças a Deus meu marido me ajudou em todo esse tempo que fiquei sem trabalhar, confesso que tinha até desistido de entregar currículos pela cidade, eram mais de dez no dia. E percebi que ia ter que me virar para conseguir uma renda e o salão deu certo”, conta Bertolino.

E Tamires não foi a única que optou por tentar abrir o próprio negócio, 25,3 % da população ocupada, atualmente, no Brasil optaram por trabalhar por conta para suprir as necessidades diárias de uma família. (Colaborou: Thais Lobato)

 

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