Novembro Laranja: campanha alerta sobre os riscos do zumbido

Durante o 11° mês do ano é celebrada a campanha Novembro Laranja, voltada para alertar a população sobre os riscos do zumbido. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17% da população do planeta sofre com esse problema, o que corresponde a cerca de 278 milhões de pessoas. Só no Brasil, de acordo com dados do Instituto Ganz Sanchez, primeiro centro latino-americano de investigação e tratamento de zumbido, estima-se que o problema atinge 40 milhões de brasileiros.

Segundo o otorrinolaringologista Evandro Marton da Silva, do Instituto Sacchetin, o zumbido pode estar associado a sintomas como tontura, intolerância a sons e, principalmente, a perda auditiva. Manter hábitos saudáveis, como uma boa noite de sono e uma alimentação equilibrada, controlando o consumo de açúcar, cafeína (café, chá mate, coca cola, chocolate) e bebida alcoólica, além de evitar cigarro e som muito alto por tempo prolongado ajudam na prevenção e tratamento do zumbido.

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“O recomendado é que ao menor sintoma, procure um otorrinolaringologista. Muitos casos do problema estão ligados à perda auditiva e, quando isso acontece, o uso dos aparelhos auditivos pode ser indicado para ajudar no tratamento”, comentou Silva.

O médico também falou sobre outras opções de tratamento. “Isso acaba dependendo da causa e pode incluir desde a remoção de cera, antibióticos para tratar infecção, uso de aparelho auditivo para perda de audição, terapia de sons – que pode ajudar a diminuir a percepção do zumbido com a emissão de ruídos brancos por meio de aparelhos específicos – e até mesmo, em casos extremos, algumas cirurgias”, afirmou.

Diversos fatores podem causar o aparecimento do zumbido e, muitas vezes, o problema está associado à utilização de fones de ouvido. “Uma causa comum do zumbido é o mau uso do fone de ouvido, em volume alto. Além disso, trauma acústico, excesso de cerume, infecção no ouvido, efeitos colaterais de certos medicamentos, tímpano perfurado, pressão arterial alta, níveis muito altos de triglicerídeos no sangue, diabetes, envelhecimento, estresse e hábitos alimentares também podem causar o problema”, afirmou o otorrinolaringologista.

Silva ainda deu alguma dicas para quem precisa utilizar fones de ouvido no trabalho:

– Dar preferência aos modelos supra aurais (que cobrem toda orelha), que tendem a ser menos nocivos que os fones de inserção auricular.

– Usar os fones com o volume até a capacidade média do equipamento.

– Utilizar o fone em apenas um dos ouvidos, alternando para não sobrecarregar um lado.

– Respeitar intervalos de repouso sonoro

– Ficar atento a sinais, como: abafamento, zumbido, chiado, apito ou qualquer outra sensação sonora ou dor ao tirar os fones.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior