‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Volta às aulas ganha novo rumo e pode comprometer futuro dos alunos

Pau na mesa

A secretária da Educação, Fabiana Zanquetta (foto), assumiu a pasta num período adverso por causa da pandemia. Como a vacinação ainda está incipiente no País, compete à pasta determinar o protocolo de segurança para evitar infecções pela covid-19. As aulas presenciais estavam previstas para começar em 1º de fevereiro, no entanto, ganhou um novo rumo ontem. Por causa do número elevado de infecções na cidade, o governo municipal decidiu postergar para uma nova data a ser definida. Agora, pressão vem de todos os lados, inclusive de vereadores que querem ganhar dividendos políticos, explorando a força do coronavírus. Seguindo protocolo de segurança e disciplina, é possível retomar as atividades escolares presencialmente. O ano passado praticamente foi perdido e se a indecisão persistir, pode comprometer o futuro de milhares de crianças para sempre.  O professor, às vezes, precisa bater o pau na mesa!

Dhoje Interior

Protesto

Representantes da educação, sindicatos e partidos de esquerda vão promover carreata contra o retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino. “O retorno das aulas presenciais colocará em risco a vida de todos nós!”, diz mensagem do grupo divulgada na rede social. A volta às aulas estava prevista para o dia 1° de fevereiro, porém, a secretária da Educação, Fabiana Zanquetta, anunciou ontem que o processo será adiado e deve prevalecer o sistema remoto. A carreta parte às 9h do Centro Regional de Eventos.

Folclórico

Antônio de Freitas, vereador em quatro legislaturas consecutivas, entre 1973 a 1992, morreu ontem, aos 94 anos, por contrair covid-19. Filiado a Arena, era defensor do regime militar. O jornalista Rubens Celso, o Cri, que acompanhou a carreira política de Freitas, diz que ele era aliado do ex-prefeito Adail Vetorazzo e crítico ferrenho do saudoso prefeito Manoel Antunes. Freitas foi responsável pelo ingresso do saudoso vereador Eduardo Piacenti na política. “Folclórico, mas digno. Morreu pobre”, diz o jornalista Cri.

Confronto

Como a política local continua ‘morna’ neste começo de legislatura na Câmara, tem gente torcendo para que haja um confronto político entre Anderson Branco (PL) e João Paulo Rillo (PSOL) para esquentar os ânimos. Branco é representante da extrema-direita e João Paulo da esquerda.  Para experts no assunto, o confronto está prestes para ocorrer, ou seja, assim que começar as votações dos projetos. Agora, que o confronto seja no campo das ideias, de forma suave, sem palavrões ou ameaças. E que prevaleça a razão!

Barba de molho

Arthur Lira (PP-AL) tem negado que é o representante do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa pela Presidência da Câmara Federal. Nos bastidores, entretanto, o governo central ameaça retirar cargos dos parlamentares que votarem contra o progressista. Agora, o deputado que votar no alagoano para não perder cargos destinados aos apaniguados não merece representar o povo naquela Casa. Afinal, onde fica a independência do Parlamento? Baleia Rossi (MDB), adversário de Lira, tem de pôr a barba de molho.

Sabatinado

O secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, foi sabatinado ontem pelos vereadores da Comissão de Transportes da Frente Parlamentar de Combate à Covid-19 sobre possível superlotação dos ônibus do transporte coletivo urbano. Hernandes negou lotação nos horários de pico, por isso frisou que o risco de se infectar é mínimo. “Nosso objetivo é contribuir no combate à pandemia”, ponderou. Agora, se os passageiros não seguirem o protocolo de segurança, ônibus lotado é como se fosse uma festa clandestina sem máscara.

Greve

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas ameaça deflagrar greve no dia 1° fevereiro, sobretudo por causa da falta de atualização da tabela do frete e reclama do preço elevado do óleo diesel. Para acalmar os ânimos, o presidente Bolsonaro acena com vacinação dos motoristas contra a covid-19 (fura-fila) e redução de imposto na importação de pneus. Se a categoria parar, dependendo da intensidade da greve, a economia vai para o caos. Se houver bloqueio de rodovias, o governo promete penalidades pesadas.

Tudo parado

Orçamento, reformas estruturantes, retomada do crescimento econômico com geração de emprego e enfrentamento da pandemia e da polarização política estão entre os principais desafios do novo presidente da Câmara Federal, segundo parlamentares governistas, da oposição e independentes. “Há um desafio muito grande porque o novo presidente assume em meio a uma pandemia e também com a tarefa de colocar fim a essa polarização, essa briga que se formou por causa da eleição”, diz José Medeiros (Pode-MT). “E assume com a tarefa de, emergencialmente, votar a lei orçamentária, a LOA, que era para ter sido votada no ano passado e não foi justamente por causa do período eleitoral para a Presidência da Câmara. Se o Orçamento não for votado, o País não anda e não se vota nada”, acrescentou.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior