‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Prefeitos fazem tratativas para socorrer usina de Marimbondo

Abrir comportas 

Um grupo de prefeitos iniciou tratativas para amenizar a situação crítica da represa de Marimbondo (imagem do lado debaixo da represa), que está com 5% da sua capacidade. A discussão foi online entre prefeitos de cidades beligerantes de São Paulo e de Minas Gerais, recentemente, em Catanduva, sob a liderança do deputado Itamar Borges (MDB). Os prefeitos reivindicam que os governos de São Paulo, de Minas e federal façam gestão junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela operação das instalações de geração e transmissão do setor, com o objetivo de abrir as comportas das represas de Furnas e Mascarenhas, localizadas em Minas, para aumentar capacidade da usina de Marimbondo. Participaram da reunião os prefeitos Renato Azeda (Guaraci-SP), Oscar Cunha (Icem-SP), Sérgio Coxa (Fronteira-MG), Bruno Augusto (Frutal-MG), Júlio César (Colômbia-MG) e Antônio Luiz (Planura-MG). 

Dhoje Interior

Turismo 

Antes de se licenciar do cargo de deputado para assumir a Secretaria da Agricultura e Abastecimento, que aconteceu em 1º de junho, Itamar Borges informou que levou a reivindicação do grupo de prefeitos ao governador João Doria (PSDB). As cidades beligerantes ao manancial da usina de Marimbondo sofrem com as consequências da seca. O baixo nível da represa afasta turistas que alavancam a economia desses municípios. 

Filete 

O vertedouro da Represa Municipal se restringe a um filete d’água e se não chover em breve, o Semae terá que arrochar o abastecimento nos bairros abastecidos pelo Palácio das Águas. A última chuva que caiu sobre a cidade ocorreu há 18 dias. A Prefeitura tem projeto em andamento que prevê a captação de água no rio Grande para abastecer a cidade. A seca que atinge aquele rio é um indício nada animador para o futuro. 

Flutua

Edinho Araújo (MDB) ‘flutuou’ de alegria ontem durante visita ao Hospital da Zona Norte, cujas obras estão previstas para terminar em agosto. O prefeito, acompanhado do secretário da Saúde do Estado, Jean Carlo Gorinchteyn, lembrou que precisa de mais de R$ 19 milhões para comprar equipamentos médicos, aparelhos de ar condicionados e mobílias para adequar o hospital com o intuito de começar a atender a população.  

Sem prévia 

Fernando Henrique Cardoso defende acordo para que o senador Tasso Jereissati seja o candidato do partido na disputa pela Presidência da República, em 2022. Para tanto, o ex-presidente propõe para que não seja promovida prévia para escolher o candidato. Os governadores João Doria e Eduardo Leite, respectivamente de São Paulo e Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio também querem a vaga.  

Extasiado 

A gentileza de Fernando Collor (Pros-AL) deixou o rio-pretense Marcelo Santil extasiado. Como se encontra há três anos radicado em Cuzco, no Peru, Santil estava com dificuldade para revalidar o seu diploma de advogado, por isso decidiu enviar uma mensagem pela rede social ao senador. Collor entrou em contato, o Itamarati acionou o consulado no Peru e o caso foi solucionado. “Ele (Collor) foi muito educado”, revelou.

Reforma eleitoral

A comissão geral da Câmara Federal se reúne hoje com o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. O objetivo é debater emendas à Constituição que tratam de temas eleitorais: a PEC que proíbe eleições próximas a feriados, porém, será ampliada para incluir temas da reforma eleitoral; e a PEC que prevê a adoção de urnas eletrônicas que permitam a impressão dos votos para possibilitar a auditagem das eleições.

Muito bate-boca

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (foto), foi ‘arrochado’ ontem durante depoimento à CPI da Covid. O questionamento mais consistente foi do relator Renan Calheiros (MDB-AL) em relação ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de não usar máscara durante aparição pública, que provoca aglomeração. “Eu não sou um censor do presidente sobre o uso de máscara”, rebateu. Queiroga revelou que a decisão de não nomear a infectologista Luana Araújo para a Secretaria Especial de Enfrentamento da Covid-19, foi dele. A infectologista não iria se alinhar ao grupo de médicos consultores sobre o tratamento preventivo à covid-19, por isso o ministro enfatizou que não era necessária a presença dela no governo. Luana disse à CPI que o próprio ministro havia dito que seu nome foi reprovado pela Casa Civil. A informação foi divergente, portanto, alguém mentiu. Queiroga prestou depoimento pela segunda vez por causa de informação incorreta. Muito bate-boca e pouco acrescentou!

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior