‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Músico diz que foi coagido por fiscal no Calçadão

Votação atrai ameaça

Muitos artistas de rua comparecem no Calçadão no fim de semana para ganhar uns trocados. O instrumentista Abner Tofanelli (foto), sábado, foi abordado por uma fiscal, que se identificou como sendo Fabiana da Secretaria do Meio Ambiente, argumentando que ele estava gerando poluição sonora, irritando os comerciantes. O artista disse que estava amparado na lei municipal em vigor desde 2017. “Ela (Fabiana) foi injusta comigo e tentou me coagir”, desabafou. Abner chamou a atenção de alguns políticos por ter obtido 3.467 votos na disputa por uma cadeira na Câmara. Foi mais votado que 10 dos vereadores eleitos e reeleitos, em 2020. Só não conquistou a cadeira porque a chapa do PDT não atingiu o quociente eleitoral. Desconfia-se que a ameaça ocorreu a mando de algum candidato derrotado enciumado com a votação expressiva do músico, conquistada graças a sua popularidade na área central.

Dhoje Interior

Sombrio

Abner Tofanelli, um exímio instrumentista, atrai a atenção dos transeuntes que comparecem em grande número aos sábados no Calçadão. Além de fazer o que gosta, o artista ganha uns trocados daqueles que apreciam uma boa música clássica. Após ser abordado pela “fiscal”, o artista foi nas lojas próximas para saber se o som estava incomodando. A resposta, diz ele, foi não. Um a boa música, neste período sombrio, ajuda.

Contas

O plenário vota na sessão de hoje projeto de Renato Pupo (PSDB), em segundo turno, que obriga secretário a comparecer duas vezes ao ano à Câmara para prestar contas sobre as ações relacionadas à sua pasta. A lei em vigor exige que a convocação tem que ser aprovada pelo plenário. Será analisado ainda veto do Executivo ao projeto que concede isenção parcial de IPTU ao dono de imóvel, que proteger o meio ambiente.

Reembolso

A lei que prorroga até o final de 2021 as regras de reembolso e remarcação de passagens aéreas para os voos cancelados durante a pandemia começou a vigorar dia 18 de junho. A lei prevê o direito ao reembolso, ao crédito, à reacomodação ou à remarcação do voo. Esse direito deverá ser negociado entre o consumidor e o transportador. O reembolso será feito em 12 meses sem penalidades, a contar da data do voo cancelado.

Antecedência

Por meio de requerimento, o vereador João Paulo Rillo (PSOL) convida Edinho Araújo (MDB) para prestar esclarecimentos aos legisladores sobre o decreto do lockdown noturno para frear o avanço da covid-19. O psolita alega que o prefeito não chamou o Legislativo para debater as medidas restritivas, que entraram em vigor na última quinta-feira. Os vereadores, disse ele, deveriam ter sido avisados com antecedência.

Recuperado

Após cumprir quarentena por ter contraído a covid-19, Celso Peixão (MDB) disse que vai participar da sessão da Câmara, nesta terça-feira. “Se for liberado, eu vou participar presencialmente”, adiantou o vereador. O emedebista, portanto, se recuperou pela segunda vez da infecção, sem a necessidade de internação. Por causa do lockdown noturno para frear as infecções, a sessão foi antecipada para começar às 14h.

Esclarece

O secretário de Governo, Jair Moretti, prestou esclarecimentos aos vereadores ontem sobre o projeto do Executivo que cria a contribuição complementar aos futuros servidores aprovados em concurso público. A proposta estabelece teto de R$ 6,4 mil e o servidor que quiser aposentadoria generosa terá que pagar à parte. Hoje, servidor com curso superior tem direito a aposentadoria, com base no salário do prefeito, R$ 17 mil.

Ignorância mata

Quando a ignorância sobrepõe à razão a única saída é poder público – que zela pela proteção à saúde do coletivo – é atacar o bolso dos incautos que insistem em não cumprir as regras para frear o avanço da covid-19. É o que ocorre desde a última quinta-feira, quando entrou em vigor o lockdown noturno imposto pelo decreto do prefeito Edinho Araújo (MDB, foto). Mesmo com mais de 500 mil mortes registradas no País, 127 atuações por aglomerações foram aplicadas pela GCM, no último fim de semana.  O valor das atuações, desde o início da restrição, soma mais de R$ 800 mil. Os atuados podem até recorrer, porém, se o governo não retroceder dificilmente os espertalhões vão escapar da penalidade. A ignorância, aliás, é uma praga que mata, seja lá qual for o momento tenebroso vivenciado pela humanidade.

Por Venâncio de MELLO – Redação Jornal DHoje Interior