‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Falta de disciplina obriga medida drástica para controlar covid

Remédio amargo

A falta de disciplina do povo obrigou mais uma vez o governador João Doria (PSDB, foto) a decretar fase vermelha em todo o Estado, que começa sábado e se estende até 19 de março. Se cada uma tivesse feito a sua parte, seguindo as orientações das autoridades sanitárias, as medidas restritivas estariam atenuadas com a redução das infecções por covid-19. Em Rio Preto, a situação entrou em estado crítico esta semana, que obrigou o prefeito Edinho Araújo (MDB) antecipar as medidas restritivas para evitar o colapso no sistema de saúde. Agora, não adianta o grupo negacionista fazer pressão. A pressão deveria ter sido feita desde o começo da pandemia sobre aqueles que não acreditavam no alto contágio do vírus. O ‘remédio’ para evitar a doença é amargo, não doce como profetizam os defensores da cloroquina! 

Dhoje Interior

Fura-fila

Quando os incautos foram participar do réveillon para comemorar o Ano Novo e recentemente das festas carnavalescas, ninguém foi à Justiça para pedir autorização. Agora, muita gente tem recorrido à Justiça – não é o caso de Rio Preto – para conseguir leito de UTI, a fim de tratar parente que, às vezes, nem participou dos eventos, mas foi contaminado. Ordem judicial, dependendo da situação, é fura-fila legalizada.  

Carnificina 

A cardiologista Lilia Nigro Maia denunciou espertalhões que queriam furar a fila para tomar vacina contra covid-19. Agora, a médica volta a defender a fase vermelha para evitar o pior. “Não há outra saída”, diz. A projeção, diz ela, é de que se continuasse com o elevado casos de infecções, em abril seriam necessários dois mil leitos para covid, desse total, 650 para casos graves na UTI. “Seria uma carnificina”, alertou. 

Animado

Ao ser indagado de que Geraldo Alckmin já está fazendo tratativas com o objetivo de viabilizar a sua candidatura para disputar o governo do Estado, no ano que vem, Renato Pupo (PSDB) se limitou a dizer que tem ouvido que o ex-governador está animado. “Ouço dizer que está animado, mas têm muitas articulações pela frente”, ponderou. Tanto que está animado que começou a visitar os prefeitos tucanos para buscar apoio. 

Muda tudo 

Se o foco de Alckmin for disputar o governo paulista pela quinta vez, a iniciativa mexe com o futuro político do atual vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). O democrata já dava como certo que seria o representante de uma aliança DEM-PSDB para concorrer ao cargo. Isso se o governador João Doria (PSDB) decidir renunciar ao cargo para disputar as eleições presidenciais. Se Doria não viabilizar sua candidatura, muda tudo.

Prestigiado 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), nomeou Roberto Serroni Perosa para exercer o cargo de presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, da Secretaria Municipal das Subprefeituras. Significa que Perosa, que é dirigente tucano na região de Rio Preto, será responsável pela limpeza pública da Capital. “Fiquei feliz por ser sido convidado pelo prefeito”, ressaltou. O tucano assumiu o cargo ontem.

Crime ambiental

David Soares (DEM-SP) apresentou projeto que determina o bloqueio de bens e de recursos financeiros de presos em flagrante ou de condenados em primeira instância por crimes ambientais. O objetivo, diz o deputado, é garantir ao fim do devido processo legal, o efetivo pagamento da multa decorrente do crime ambiental. “O texto busca exatamente fazer com que o infrator repare todos os prejuízos causados”, diz.

Terceirizadas na mira 

Bruno Moura (PSDB, foto) apresentou projeto de lei que obriga as empresas que prestam serviços terceirizados para a Prefeitura, a contratar seguro com o objetivo de garantir o pagamento aos trabalhadores. O vereador diz que algumas empresas, após vencer o processo licitatório, acabam não cumprindo o previsto no contrato. Segundo ele, isso prejudica os trabalhadores porque os salários não são pagos integralmente. O tucano lembra ainda que, às vezes, a Prefeitura tem que pagar duas vezes, ou seja, repassa o valor para empresa e se o trabalhador não receber, como subsidiária, é obrigada a pagar a diferença. “A proposta também defende o interesse público”, finalizou.  

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior