‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Ex-governador Wtizel usa CPI da Covid para fazer acusação ácida

Desabafo ácido 

Wilson Witzel (foto) fez desabafo ácido em depoimento ontem à CPI da Covid, no Senado. Com a anuência do relator Renan Calheiros (MDB), o ex-governador do Rio despejou o que estava entalado na garganta, argumentando que não teve direito de se defender durante o processo que culminou com a sua cassação. “Fui cassado em um tribunal de exceção”, frisou. Durante o depoimento bateu boca com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota), que ficou incomodado com as declarações ácidas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seu declarado inimigo político e pessoal. “Ele (Witzel) chefiava uma quadrilha no Rio”, rebateu o senador. Witzel deixou claro que teme pela sua vida e de membros da família, por vislumbrar ação de milicianos que atuam naquele estado. Sobre os desvios de recursos na pandemia, culpou o então secretário da Saúde do seu governo Edmar Santos, que montou uma quadrilha para se apropriar na ‘mão grande’ do dinheiro do povo. “Eu não peguei um centavo”, garantiu. 

Dhoje Interior

Se retira 

Ao ser sabatinado por senadores governistas, amparado em decisão do STF, Witzel se retirou e a sessão foi encerrada. “Foram perguntas ofensivas e chulas”, disse em entrevista, após a sua saída da sessão. O ex-governador se colocou à disposição da CPI para prestar mais esclarecimentos, reservadamente, sobre a atuação de quadrilha no sistema de saúde do Rio e também sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. 

Prévias 

Sobre as prévias para escolher o representante do PSDB na disputa pela Presidência da República, o presidente do partido de Rio Preto, Manoel Gonçalves, diz que não vai prejudicar o governador João Dora. “O governador toda vez que participou de uma eleição foi através de prévias”, diz. “Além da luta pela vacina contra o coronavírus, ele tem muito o que mostrar na sua administração frente ao governo estadual”, frisou.

Escolhido 

O tucano Manoel Gonçalves declarou ainda que o modelo das prévias que acontecem em novembro, com a participação inclusive de filiados ao partido, não vai trazer prejuízo ao governador paulista. “Entendo que (o governador) será o escolhido”, profetizou. O senador Tasso Jereissati (CE), governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio são os adversários de Doria nas prévias.

Sanções  

O grupo liderado pelo vice-presidente nacional do Patriota, Ovasco Resende, divulgou edital convocando membros do partido de todo o País para participarem da convenção nacional com o intuito de votar sanções contra o presidente Adilson Barroso, que tentou se apoderar do partido de forma ilícita. A convenção acontece em 24 de junho de forma presencial, em Brasília, e no sistema remoto para evitar infecção por covid-19.

Rivalidade

O lockdown noturno decretado pelo prefeito Edinho Araújo (MDB) para frear a covid-19 despertou rivalidade na rede social. Aqueles que se posicionam a favor da ciência, se declara a favor da medida restritiva. Os negacionistas pensam diferente. Enquanto isso o vírus prospera, porém, espera-se que a medida seja suficiente para reduzir as infecções. Senão, mais vidas serão ceifadas e quem vai ganhar o debate será o vírus.

Apagado

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), lembrou ontem que o coronavírus já matou brasileiros com o número de habitantes de Macapá, capital do Amapá. “É como se Macapá tivesse se apagado”, lamentou. O senador errou por pouco. A população de Macapá, em 2020, segundo o IBGE, passava dos 512 mil. A covid-19 já matou cerca de 493 mil pessoas. Infelizmente, nesse ritmo em breve a capital será ultrapassada.

 

Tucano em terceiro

O senador José Serra (PSDB, foto) se quiser ser reeleito nas eleições do ano que vem tem que começar a percorrer o estado para pedir apoio aos prefeitos tucanos e aliados. A sondagem do Instituto de Pesquisas Paraná aponta o tucano na quarta posição nas intenções de voto do eleitorado paulista. A liderança é de José Luiz Datena (sem partido), com 29,1%, porém, como o apresentador disse que não será candidato, Serra sobe para a terceira posição, 8,3%. À frente do tucano, aparece Eduardo Suplicy (PT), 19%, e a deputada Janaina Paschoal (PSL), 10,1%. Na rabeira, aparecem Mario Covas Neto (Podemos), 4,9%, Marta Suplicy (Solidariedade), 4,2%, e a ex-atleta Maureen Maggi (DEM), 2,1%. A pesquisa realizada na semana passada, divulgada pela revista Veja, foi pessoal com eleitores de 84 municípios paulistas. 

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior