‘NOS BASTIDORES DA POLÍTICA’ – Convocação de concursados para Educação acaba com a novela

Fim da novela

Edinho Araújo (MDB) anunciou a convocação dos 113 aprovados no concurso para ocupar cargos na Secretaria da Educação. O grupo havia sido convocado para assumir os cargos no ano passado, porém, estourou a pandemia do coronavírus, as aulas foram interrompidas e a convocação foi suspensa. Um grupo de vereadores insistiu para que o prefeito convocasse o grupo, alegando que alguns concursados haviam pedido demissão de seus empregos, por isso enfrentava dificuldades financeiras. Marco Rillo (PSOL, foto), que ainda exercia mandato de vereador no ano passado, foi o que mais defendeu a convocação. Com base em parecer da Secretaria de Administração, o prefeito não cedeu, temendo ser responsabilizado pelo Tribunal de Contas por improbidade administrativa. É o fim da novela!

Dhoje Interior

Suspende

A Secretaria da Educação informou que as atividades no sistema remoto aos alunos da rede municipal de ensino serão suspensas nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Se não ter Carnaval, por que as atividades serão suspensas? Neste período carnavalesco, diz a nota, os professores vão planejar as ações pedagógicas para o futuro. Aliás, o ensino no brasileiro está sem comando. O ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, é como se não existisse. Aqui na terra de São José, também patina. E o futuro das crianças, como fica?

Planejamento

Quando determinado assunto é polêmico, nunca haverá consenso. É a situação atual devido a pandemia provocada pelo coronavírus. Se não tiver planejamento e comando firme por parte dos responsáveis pela área da educação, a lenga-lenga vai se arrastando, o tempo passa, as crianças crescem, envelhecem e o futuro fica comprometido. Se tiver boa vontade e organização, as aulas presenciais poderiam ser retomadas sem colocar em risco os profissionais da área e nem os alunos. Afinal, até para vender pinga tem protocolo de segurança!

Jogar pedra

Ainda sobre a volta das aulas presenciais, o governo poderá sofrer ataques da oposição na Câmara, que é contra as atividades nas escolas. Até nisso o vírus serve para provocar discórdia e favorece quem gosta de jogar pedra no telhado do vizinho. Aí deveria entrar a opinião dos pais para espinafrar o idealismo que não soma e nem apresenta sugestão plausível a fim de encontrar uma solução para beneficiar os alunos. A maioria talvez tenha dificuldade para tomar uma decisão, o que é aceitável. Neste caso, orientação ajuda!

Colaborar

Itamar Borges (MDB) tem visitado secretários com frequência para conhecer as necessitadas da cidade com o intuito de se colocar à disposição, a fim de colaborar como parlamentar e buscar ajuda para solucionar os problemas da cidade. Já foram visitados o presidente Pedro Nimer (Emcop), Jean Dornelas (Procon) e os secretários Manoel Gonçalves (Habitação) e Pedro Canga (Cultura). Como é companheiro de partido do prefeito Edinho Araújo, o parlamentar tem livre acesso aos secretários. Afinal, ajuda é bem-vinda…

Pavimentar

Como transferiu seu domicílio eleitoral de Santa Fé para Rio Preto, Itamar Borges é o único representante de Rio Preto, na Assembleia. Aliás, o deputado segue o mesmo caminho do padrinho político Edinho Araújo, que também começou a carreira política em Santa Fé e ocupa seu quarto mandato como prefeito de Rio Preto. Se fizer um paralelo da trajetória política da cria e do criador, portanto, dá para arriscar um palpite de que Itamar começou a pavimentar o caminho rumo à cadeira que fica no oitavo andar da Prefeitura.

Auxílio

Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmaram ontem o compromisso com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial. O valor das parcelas e o período do pagamento ainda serão definidos em breve. Eles defenderam ainda uma agenda legislativa rápida, que garanta o retorno do pagamento do auxílio emergencial aos mais vulneráveis o mais rapidamente possível em razão da crise econômica provocada pela pandemia.

Decisão inocenta

O ex-secretário Carlos Arnaldo confirmou que vai recorrer da decisão de primeira instância que arbitrou indenização de R$ 2 mil – o valor na inicial é de R$ 35 mil – para o vereador licenciado Fábio Marcondes (PL) pagar, porque o chamou de “canalha”, “chantagista” e que “não vale o pão que come” em discurso na Câmara, em 2017. Marcondes rebateu postagem do ex-secretário de que o Poupatempo seria fechado. Carlos Arnaldo confirmou ainda que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça que o condenou a pagar multa de R$ 83,1 mil. A mesma sentença suspende os direitos políticos dele por oito anos. Com base em ação do MP, o TJ diz na decisão que o então secretário de Desenvolvimento Econômico não fez cotação de preços para promover eventos relacionados à pasta promovidos em 2012. O TJ reconhece que não houve prejuízo ao erário. “A própria decisão me inocenta”, diz. O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) foi condenado em 1ª instância, porém, foi absolvido pelo TJ, segundo informação do Diário da Região, confirmada pela coluna.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior