‘Nos Bastidores da Política’ – Câmara abre protocolo para receber propostas dos vereadores

Protocolo aberto

A partir de hoje os vereadores já podem protocolar, por exemplo, projetos, indicações, requerimentos, moções de apoio ou de repúdio. A expectativa é sobre a essência da primeira proposta da legislatura de 2021 a ser protocolada. Como tem vereadores novatos, será que vai surgir alguma ideia inovadora? Ou será que a primeira proposta a receber o carimbo do protocolo será de congratulação para homenagear alguma personalidade? Tudo é possível, porque o foco pela reeleição começa assim que o vereador se acomoda na cadeira no plenário da Casa. O vereador Júlio Donizete (PSD, foto), por meio de sua assessoria, informou que vai protocolar quatro indicações. Donizete ainda se encontra na sua casa se recuperando depois de ficar 37 dias internado no hospital para receber tratamento com o objetivo de combater a covid-19.

Dhoje Interior

Água fria

A inundação da avenida Bady Bassitt na região do cruzamento com a rua Pedro Amaral, na segunda-feira à noite, pode ser considerada um balde de água fria no governo Edinho Araújo (MDB). Pelas obras que foram executadas no então governo Valdomiro Lopes (PSB) para acabar com as enchentes, era difícil de prever que ocorreria inundação novamente como aconteceu com frequência no passado. O problema persiste e o governo de plantão precisa encontrar uma solução para evitar que os comerciantes sofram as consequências.

Lança

O MDB lançou ontem a candidatura de Simone Tebet para disputar a Presidência do Senado. Outros senadores emedebistas também almejavam a vaga, porém, desistiram por não agregar votos com o propósito de derrotar Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado pelo Planalto. A emedebista já tem 31 votos de partidos aliados e também deverá receber apoio de senadores independentes do grupo “Muda Senado”. Para sair vencedora, precisa de 41 votos. Como é independente, a sul-mato-grossense tem grande chance e pode surpreender.

Êxito

Falando sobre a candidatura da companheira de partido, o presidente do MDB, Pedro Nimer, enfatizou que a senadora Simone Tebet tem chance de obter êxito porque agrega o apoio de senadores que almejam um Senado independente, sem a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “A senadora tem qualidade, experiência e é mulher”, pontuou. Ou seja, se sair vencedora do processo, será a primeira mulher a comandar o Senado. Hoje, a emedebista ocupa a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Reivindica

Celso Peixão (MDB) revelou que vai reivindicar a presidência de uma Comissão Permanente, porém, diz que o assunto será debatido com o presidente Pedro Roberto Gomes (Patriota) e com os demais pares. “Vamos debater esta semana para decidir qual Comissão que eu tenho condição de assumir”, diz, se referindo que precisa entender do assunto para poder desenvolver um bom trabalho em prol da cidade. A eleição para escolher os presidentes e os membros das comissões acontecem na primeira sessão do ano, dia 26 de janeiro.

Encalhada

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pressionou a Prefeitura de Manaus argumentando que é “inadmissível” o não uso de cloroquina para o tratamento precoce, a fim de combater a pandemia. Até agora nenhum infectologista de peso chancelou o uso do medicamento por entender que é inútil, já que não tem nenhuma comprovação científica para tratar a covid-19. Estados e municípios têm feito devolução do remédio. Como o governo investiu pesado, grande quantidade de cloroquina está encalhada pelos quatro cantos do País.

Bye bye

Como a política local está fria como um iceberg, uma nota sobre a despedida da Ford. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diz que a montadora queria subsídio para permanecer no solo brasileiro. Ficou 101 anos por aqui enfrentando infraestrutura precária, moeda e política instáveis, além de imposto estratosférico. Detalhe: profissional qualificado é raro devido à péssima educação. O País corre o risco de perder outras empresas devido ao custo Brasil, portanto, a exemplo da Ford, poderão dizer: bye bye Brazil!

Criação de gatilhos

Há mais de um ano que a Proposta de Emenda à Constituição 186/19, mais conhecida por PEC Emergencial, está em tramitação no Senado. Quando ela foi apresentada, em novembro de 2019, nem havia pandemia. Apenas um mês depois o vírus seria identificado na província de Wuhan, na China. O surto virou epidemia, depois pandemia e a proposta ainda não tem perspectiva clara de votação. A PEC propõe a criação de “gatilhos” que seriam acionados sempre que a regra de ouro fosse descumprida. Falta ainda o relator da matéria, senador Márcio Bittar (MDB-AC), apresentar o relatório, o que deve acontecer em fevereiro, quando o Congresso retomar os trabalhos, os presidentes das duas Casas forem eleitos e, nas palavras de Bittar, ” o ambiente político se mostrar mais adequado”. O texto acertado com o governo foi enviado aos líderes no mês de dezembro.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior