Nesta quarta-feira comemora dia nacional do combate ao bullying e a violência nas escolas

Nesta quarta-feira (7) é celebrado o dia nacional de combate ao bullying e a violência na escola. O bullying afeta crianças e adolescentes em todo o mundo, sujeitos a sofrer atos de violência física ou psicológica.

O filho de 12 anos da médica Fernanda Bagatini já passou por essa situação e carrega traumas até hoje do bullying que sofreu na escola dos 7 aos 10 anos . “Era muito complicado, a escola estava ciente de tudo e  não deu nenhum suporte, ocorreram várias conversas e mesmo assim não houve nenhum apoio em relação a essa situação”, relata a médica.

Dhoje Interior

A professora e diretora do Sindicato dos Professores de São José do Rio Preto (SINPRO) Taciana Belluci pontuou a importância do diálogo e posicionamento da escola para resolver situações como essa.

“O diálogo e a investigação da prática devem ser pontuados, numa tentativa de conciliação e de fazer com o  aluno que praticou o bullying se coloque no lugar do que sofreu e que haja a tomada de consciência. A omissão da escola faz dela co-autora da prática do bullying”, afirma Taciana.

A diretora do Sinpro enfatiza a importância que o trabalho psicossocial que envolve a evolução moral dos alunos deve ser pauta do projeto político-pedagógico da escola, e deve ser um ambiente fomentador do caráter do indivíduo. 

“Problemas na aprendizagem, na natureza social, física e mental também podem ocorrer por conta do bullying a curto e a longo prazo”, diz a pedagoga Andréia Ferraz. Ela afirma que comportamentos como desinteresse na escola e problemas no desempenho escolar podem se remeter a algo relacionado ao bullying.

A pedagoga reforça a importância das medidas preventivas contra o bullying dentro das escolas. Campanhas de conscientização e sensibilização são fundamentais para que o bullying não aconteça e para que as crianças não sofram caladas.

(Colaborou Maria Paula de Andrade)