Mutirão na Favela Marte recolhe 16 toneladas de resíduos

Mais de 16 toneladas de material inservível, entulho, móveis velhos, lixo, além de recicláveis descartados, foram recolhidas na quarta-feira, 6, durante o Mutirão da Limpeza e da Saúde realizado na Favela Marte 3D.

A ação contou com apoio da Prefeitura de Rio Preto, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo, Serviços Gerais e Saúde.

Dhoje Interior

O Mutirão de Limpeza era uma das iniciativas previstas no curso Marte Ambiental, que tem como objetivo formar 30 lideranças socioambientais nesta comunidade. E ainda inclui a mobilização local feita pela AgroValquírias junto à Rede Favela e apoio técnico da Caliandra e do Instituto Tellus.

O mutirão serviu para sensibilizar os moradores sobre os impactos do descarte incorreto de resíduos e para inspirar a colaboração da manutenção de espaços limpos.

Em grupos, os participantes fizeram caminhada educativa pelas vielas da favela, recolhendo resíduos descartados de forma incorreta, identificando pontos viciados e refletindo coletivamente sobre estratégias de cuidado coletivo para o descarte responsável.

Também foi uma oportunidade para os moradores descartarem itens que não queriam mais, os quais foram removidos pela Secretaria de Serviços Gerais. Devido ao grande volume de material, o trabalho continua nesta quinta-feira, 7/4, para o término da remoção. Só nesta quinta, foram feitas quatro viagens de caminhão para remover os mais de 16 mil quilos de materiais coletados.

A Secretaria de Serviços Gerais forneceu os equipamentos, como bobcat, caminhão basculante, caminhoneta e profissionais, como mão de obra equipada e especializada para fazer a limpeza das vielas pré-identificadas na visita técnica. A Secretaria de Saúde realizou um momento de orientação sobre a importância da manutenção de espaços limpos para eliminação de focos dos trabalhos.

A secretária de Meio Ambiente e Urbanismo Kátia Penteado, que participou do mutirão orientando os participantes, destaca a importância deste tipo de iniciativa. “É um grande projeto que precisa se tornar contínuo e não apenas pontual. É o tipo de operação que precisa acontecer em toda a cidade, unir a comunidade, a vizinhança para cuidar do que é coletivo, para o bem comum. É mais saúde, mais qualidade de vida para todos e o meio ambiente agradece”, pontuou.

A moradora e participante do curso, Maria Dione, classificou o mutirão como um dia ímpar na favela. ”Foi muito bom, gostei muito de ter participado, ter ajudado a limpar as ruas e espero que elas permaneçam limpas a partir de hoje”, contou.

Da Redação