MP dá ao avô guarda de crianças de 10 e 12 anos expulsas de Casa de Acolhimento

Ministério Público de Rio Preto.

Há 10 dias duas crianças, uma de 10 e outra de 12 anos, procuraram o avô alegando que foram expulsas de uma Casa de Acolhimento de Rio Preto.

As crianças teriam sido colocadas para fora e logo na saída encontraram um motorista de aplicativo que testemunhou a funcionária da Casa abrindo o portão para que elas saíssem.

Dhoje Interior

O motorista viu que as crianças estavam sozinhas e ofereceu ajuda, levando-as até o avô, que ficou perplexo com a história e registrou um Boletim de Ocorrência.

O Ministério Público entrou no caso, através do promotor André Luís de Souza, e desabrigou as irmãs da Casa de Acolhimento, deixando-as com o avô. “Este procedimento é previsto na lei para verificar os fatos que foram narrados e dar oportunidade de defesa para mãe e para instituição. Então, eu instaurei o procedimento, vou ouvir a mãe, vou ouvir a instituição, quais as providências tomadas, ouvir o motorista de aplicativo e ouvir os responsáveis pelas crianças e depois formar o meu convencimento”, explica o promotor.

As crianças estão com o avô porque, de acordo com o promotor, houve manifestação do setor técnico de psicólogos e assistentes sociais, dizendo que o avô é uma pessoa apta a cuidar das crianças.

André ainda ressalta que o procedimento foi instaurado no âmbito da Promotoria de Justiça, por isso, não mandou ao Juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin.

O Juiz disse ao DHoje que o caso já foi decidido com a manifestação do Ministério Público e informou que o avô será atendido na tarde desta sexta-feira (16) para colher mais informações sobre o caso.

Por Andressa ZAFALON