Movimento em shoppings cai 32% e obriga lojistas usarem a criatividade

Papelaria no Plaza Avenida Shopping utiliza vendas por plataforma online

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (ALSHOP) divulgou um levantamento de que o número de visitas mensais aos shoppings diminuiu em 32% no ano de 2020, caindo de 502 milhões em 2019 para 341 milhões de visitantes no ano passado. O dado abrange todo o país no período de janeiro a dezembro.

Em São José do Rio Preto a diminuição de movimento também foi percebida. “Existiu uma queda natural do movimento em decorrência das diversas medidas adotadas para restrição do fluxo. Hoje por exemplo não podemos atender acima da capacidade de 40% do shopping, então, por conta destas restrições tivemos uma queda no fluxo dos empreendimentos” afirmou o superintendente do Praça Shopping, Marcos Fernandes.

Dhoje Interior

Ainda de acordo com o levantamento da ALSHOP o tempo de permanência das pessoas dentro dos centros de compra foi reduzido. Em 2019, uma pessoa ficava em média cerca de 1h30 dentro do shopping, enquanto que em 2020 os visitantes permanecem 30 minutos no local.

“Isso deriva dos serviços que ainda não podem operar com regularidade, como os setores de entretenimento. Isso faz com que a permanência nos empreendimentos seja reduzida. Contudo, já estamos sentindo uma recuperação, principalmente por parte das operações interessadas em montar lojas novas. Neste ano já inauguramos duas novas lojas e temos outras 3 contratadas. Acreditamos que no segundo semestre já teremos um cenário bastante positivo”, afirmou Marcos.

Enquanto a situação é normalizada, os lojistas têm procurado outros meios para continuar vendendo. No Plaza Avenida Shopping foi feita uma parceria com a Open365 para oferecer aos empresários uma loja virtual. Ana Cláudia Esperancini Pucci, proprietária da papelaria PaperSo no Plaza, disse que as vendas online estão salvando o negócio.

“Tivemos pouca procura por materiais neste ano, não teve um clima de volta às aulas, até porque como a pandemia aconteceu no início do ano passado, os alunos ainda têm os materiais comprados em 2020 em perfeito estado. Atualmente essa plataforma online tem salvo o meu negócio, pois se eu fosse criar um site próprio iria demandar muito dinheiro e não sei se conseguiria arcar. As vendas não são tão altas quanto antes, mas estou conseguindo cobrir as despesas”, afirmou Ana.

Praça Shopping espera recuperação ainda no segundo semestre

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior