Motoristas de aplicativos querem vagas para pegar passageiros

Os motoristas de aplicativo de Rio Preto estão desconfortáveis com algumas situações em relação ao trânsito, principalmente nos locais em que a demanda é maior nos pedidos de corridas.

De acordo com os motoristas, faltam vagas de embarque e desembarque, o que acaba prejudicando estes profissionais que não têm onde parar para pegar ou deixar seus passageiros e ficam sujeitos às multas.

Dhoje Interior

O Marcus Vinicius Scarpelli é motorista de aplicativo há anos e sempre passou por este tipo de problema. “Antes do incêndio no Shopping Azul, fizeram alguns ajustes naquele local e foi bacana. Depois do incêndio, virou um caos pra pegar passageiros por ali. Sem sinalização até pra quem não trabalha com aplicativo”, explica.

No calçadão a situação, segundo os motoristas, não é diferente. “Lá fizeram áreas de embarque e desembarque com tolerância de 15 minutos com pisca alerta aceso, mas tem gente que coloca o carro lá e fica o dia todo ocupando a vaga. Precisamos de área de embarque e desembarque rápido, não precisamos ficar estacionados como táxis”, ressalta Marcus.

A principal queixa é em relação ao Terminal Urbano, onde a população pede os carros na Rua Bernardino de Campos e lá não pode parar nem para embarque e desembarque. “Precisamos de orientação para a população também. Na rua Bernardino de Campos não podemos parar nem que seja rápido. Temos muitas autuações neste local. Não há orientação para os passageiros irem até a avenida Philadelpho para embarcar”, comenta outro motorista de aplicativo, Guilherme Wincler.

Por fim, mas não menos importante, o Aeroporto também foi alvo de reclamações por parte dos motoristas. Eles alegam que trabalhar naquela redondeza é um caos devido à falta de vagas de embarque e desembarque.

“No caso de festas e eventos, os táxis têm locais privilegiados para ficarem parados e nos motoristas só queremos uma área de embarque e desembarque rápido, sem tolerância. Queremos simplesmente chegar, embarcar ou desembarcar e seguir em frente. Não temos interesse em vaga fixa”, finaliza Marcus.

A reivindicação destes profissionais é para que haja vagas de embarque e desembarque, sem tolerância de tempo, com o objetivo de melhorar o trânsito, além de favorecer outros motoristas também que precisam levar ou buscar algum amigo ou familiar.

O DHoje questionou a Prefeitura de Rio Preto, que respondeu por nota, através da Secretaria de Trânsito. Em relação às vagas da Avenida Philadelpho e da Rua General Glicério, em frente ao Palestra, onde existem vagas destinadas apenas à Zona Azul, a Secretaria disse que “a Emurb estuda, em parceria com a Secretaria de Trânsito, a criação de vagas de embarque e desembarque naquela região antes da liberação do uso da praça pelos vendedores do shopping azul”.

Sobre a situação da Rua Pedro Amaral, em frente à Rodoviária, onde atualmente está com uma faixa para os táxis e as outras duas (inclusive a faixa que era para estacionamento), para o trânsito normal, a Prefeitura respondeu que não há previsão de mudança. “O local permanece interditado por questão de segurança. Não há como permitir, nesse momento, o fluxo de pessoas e veículos pelo local citado. Por hora, a orientação é para que os passageiros e motoristas utilizem as ruas perpendiculares à Pedro Amaral para embarque e desembarque”.

Já no Aeroporto a assessoria da pasta informou que existem vagas de desembarque e as mesmas podem ser usadas para embarque de passageiros.

No calçadão da Rua Bernardino de Campos, a informação é de que “em frente ao Praça Shopping, existem algumas vagas para embarque e desembarque e ainda vagas para idosos e deficientes que podem ser normalmente utilizados por esse público”, finaliza a nota.

Por Andressa ZAFALON