Monitoramento aponta avanço da variante P4 na região de Rio Preto

O Instituto Adolfo Lutz divulgou nesta semana uma atualização no relatório de monitoramento de variantes no Estado de São Paulo. Na última atualização, a região de Rio Preto tinha uma predominância de 96,5% da variante P1 (Manaus). Neste novo relatório, a P.1 continua sendo a principal constatada na região com 66,1%, mas com o avanço da P.4, que já responde por 29,7% e não havia sido constatada nos últimos relatórios.

A variante P.4 foi identificada interior de São Paulo no fim do mês de maio.  Pesquisadores da Unesp localizaram a variante em 21 cidades do interior do estado. As primeiras amostras analisadas foram do município de Porto Ferreira, que tem pouco mais de 50 mil habitantes. O secretario de saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que os casos da nova variante estão sendo monitorados, mas, por enquanto, não acredita que a P.4 possa agravar o cenário da pandemia de coronavírus no estado.

Dhoje Interior

“Ela merece uma atenção. Diferente das outras cepas, não evidenciou uma transmissibilidade alta e nem um impacto de casos mais graves e eventualmente, até fatais. Dessa forma, estamos tendo atenção, assim como outras cepas”, afirmou.

Segundo o Instituto Adolfo Lutz e o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, a P.4 está circulando no Estado desde janeiro. Após reanálise dos sequenciamentos genéticos do coronavírus, foi observado que a variante P.4 havia sido classificada juntamente com a variante P.1.

A região de Rio Preto possui a terceira maior incidência da variante P.4 em São Paulo, ficando atrás da Baixada Santista (36,9%), Campinas (35,2%) e empatando com Sorocaba (29,7%). Além da P.4 e P.1, a região registrou as variantes P.2 (1,6%), P.1.2 (0,8%), B.1.1.7 (0,8%) e B.1.1.28 (0,8%).

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior