“Minha cidade é Mirassol, tenho que pensar em não prejudicar o pessoal daqui”, diz prefeito

Edson Ermenegildo, Prefeito de Mirassol.

O Prefeito de Mirassol, Edson Ermenegildo, falou com exclusividade com o DHoje nesta sexta-feira (25) sobre a possibilidade de adotar (ou não) ao lockdown noturno proposto por Rio Preto.

Segundo o Prefeito, entre esta sexta e sábado (26) ele irá se reunir com o Comitê Gestor de Mirassol para discutir se há a necessidade ou não de restringir ainda mais as medidas adotadas, inclusive em relação à venda de bebidas alcoólicas que não está proibida na cidade.

Dhoje Interior

“Estamos acompanhando o Plano SP, fizemos um decreto restringindo mais que o Plano SP e hoje ou excepcionalmente amanhã devo me reunir com a minha equipe. Estamos acompanhando os índices e vamos avaliar”, comentou o Prefeito.

Há uma ação na justiça contra Mirassol, movida pelo promotor José Silvio Codogno que pede explicações sobre o porquê o Prefeito não aderiu ao lockdown noturno, haja vista que o índice da DRS15, pela qual pertence Mirassol, está acima dos 90% da ocupação dos leitos.

A juíza determinou que para decidir sobre o pedido do promotor precisaria ouvir o município primeiro e deu um prazo de 72 horas para se manifestar. “Nós temos o prazo até amanhã. Além de eu não ter fiscais o suficiente, também não posso delegar poder de polícia porque não tenho recursos humanos para isso”, salienta Edson.

A reportagem questionou sobre o fato de Jaci ter, inicialmente, publicado o decreto igual ao de Mirassol, mas, após o promotor também ingressar na justiça contra a cidade, a Prefeita Valéria Guimarães editou um novo decreto e determinou o lockdown noturno nos mesmos moldes do de Rio Preto, enquanto Mirassol não cedeu.

“Minha cidade é Mirassol. Não posso fazer algo pensando em Rio Preto. Tenho que fazer algo que não prejudique Jaci, Mirassolândia e Bálsamo que são as cidades que nos rodeiam. A Prefeita de Jaci se antecipou e tomou a decisão dela que nós respeitamos”, conclui o Prefeito.

Desde segunda-feira (21), quando Mirassol publicou o decreto com medidas mais restritivas que o Plano SP – no entanto, sem restringir, por exemplo, a venda de bebida alcoólica nenhum dia – não houve nenhuma multa em estabelecimentos nem em CPFs. Em contrapartida, Rio Preto já registrou 179 pessoas autuadas e o valor total das multas já somam R$ 1.126.984,00 até o momento.

Neste período Mirassol apenas notificou oito estabelecimentos na noite de terça-feira (22) por descumprirem as medidas estabelecidas exercendo suas atividades presenciais após o horário limite (20h). Entre os estabelecimentos notificados estavam dois restaurantes, duas pizzarias, um serv festa, uma salgadaria, uma lanchonete e uma quadra society.

“Não houve notificação e nem autuações na noite desta quarta-feira (23), nem de quinta-feira (24). Depois de muitas notificações feitas na terça, os comerciantes estão mais conscientes”, afirmou a assessoria de imprensa da prefeitura de Mirassol.

Por Andressa ZAFALON

Colaborou Maria Paula ANDRADE