Médico alerta para os riscos da obesidade infantil

Nesta quinta-feira, 3 de junho, é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso.

Em Rio Preto, a Secretaria de Saúde fechou o ano de 2020 com 2.173 crianças, de 0 a 10 anos, acima do peso. São 1.335 crianças de zero a dez anos com sobrepeso o que corresponde a 25,16%, da faixa etária.  Já as consideradas obesas são 838, o que equivale a 15,78%, sendo que 319 possuem obesidade grave (7,3%).

Dhoje Interior

A Funfarme, através do Ambulatório de Especialidades, informou que atendeu 539 pacientes com obesidade entre 0 e 18 anos de 2018 a 2020. O endocrinologista pediátrico da Funfarme, Sebastião Camargo Schmidt Neto falou sobre os risco para a saúde das crianças acima do peso.

“Elas podem desenvolver doenças secundárias à obesidade infantil como diabetes, hipertensão, alteração no colesterol,  puberdade precoce , problemas psicológicos e ortopédicos. Além disso, há o grave problema de saúde pública com um grande número de adultos jovens já doentes que teremos no futuro”, afirmou.

O médico ainda explicou que a pandemia afetou na alimentação das crianças, principalmente em classes econômicas baixa e média, devido a rotina irregular, falta de uma alimentação balanceada como na escola e o aumento do tempo em frente de celulares e computadores sem praticar atividades físicas. Ele ainda explicou que o crescimento dos casos de obesidade ocorre no mundo inteiro

“O alto índice é global e ocorre por diversos fatores: pouca atividade física das crianças e adolescentes, hábitos alimentares cada dia pior, com alto consumo de alimentos ultraprocessados. Sem contar o exemplo familiar nessa rotina. É muito difícil cobrar das crianças um hábito saudável se próprio ambiente familiar não realiza essa recomendação”, afirmou.

A recomendação é encarar a obesidade como uma doença e procurar acompanhamento médico. “A adesão da família inteira nessa mudança de hábito alimentar ,e estímulo à atividade física é fundamental”, complemento Sebastião.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior