Lucy Montoro já atendeu 68 pacientes com sequelas da Covid-19

Tathiana Caldeira diz que tratamento lhe ajudou a melhorar. Foto: Fernanda Martins

Desde que passou a oferecer tratamento de reabilitação para pacientes com sequelas da Covid-19 no início do mês de setembro, o Instituto Lucy Montoro em Rio Preto já atendeu 68 pessoas na região. A iniciativa faz parte de um estudo ligado a diversas universidades do país como UFRS, UFRJ e USP.

A diretora do Lucy Montoro, Regina Chueire, falou sobre as primeiras conclusões que a instituição teve com os tratamentos. “As principais sequelas que estamos atendendo são a redução da massa muscular, depressão e problemas com a memória. Surpreendentemente, problemas pulmonares estão aparecendo em poucos casos. Os pacientes estão respondendo bem ao tratamento, principalmente os que têm acompanhamento com nutricionista, pois depois de perder peso, as pessoas pensam que tem comer muito para voltar ao mesmo estágio e acabam não ganhando a massa muscular, que é o mais importante”, comentou.

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A diretora também comentou que alguns pacientes apresentam dificuldades para recuperar o olfato e paladar. “Temos pacientes que dizem sentir cheiros de coisas poderes onde não tem. Temos uma que sente gosto de doce em tudo que come, inclusive em comidas salgadas”, afirmou.

Regina ainda elogiou a decisão de muitos municípios tomarem por conta a própria a iniciativa de oferecerem o tratamento, já que o Lucy Montoro atende mais de 200 cidades. “Estamos com um projeto para começar a atender online também, pois assim conseguiremos abranger ainda mais pessoas”, afirmou a diretora.

A técnica de enfermagem do HCM, Bruna Valéria Gomes da Silva foi uma das primeiras a iniciar o tratamento no Lucy Montoro e relatou estar melhorando. “Não sinto mais dores ao escrever. A movimentação e a parte mais fina da coordenação foi voltando progressivamente, até que consegui executar todos exercícios sem esforços ou dores. Estou em progresso a cada sessão”, afirmou.

A assistente de RH, Thatiana Caldeira, também relatou que teve melhora. “Eu tive uma alteração na mucosa que afetou as cordas vocais. Tinha dificuldade para falar. Eu ainda continuo indo nas sessões e hoje já me sinto bem melhor depois passar pelo fonoaudiólogo e fazer fisioterapia.”, comentou.

O funcionário da equipe de manutenção do HB, Ilton César Arroyo, foi outro que começou fazer tratamento após se curar do Covid-19. Na ocasião, o vídeo de sua saída do hospital após receber a alta e a recepção de sua esposa viralizou na internet. “Eu fiquei com uma sequela na perna e por um bom tempo tive dificuldade para andar. O tratamento me ajudou bastante e inclusive, vou poder voltar a trabalhar”, contou.

As pessoas que tiveram sequelas da Covid-19 interessadas em participar do estudo podem também entrar em contato com a Unidade do Lucy Montoro pelo celular/Whatsapp 17 99638-1231.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior